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O que significam as placas de produtos perigosos nos caminhões? Entenda

Sinalização obrigatória indica tipo de substância transportada e orienta emergências; em 2023, SP registrou 862 ocorrências com esse tipo de carga

Quem trafega pelas rodovias brasileiras já viu caminhões com placas coloridas e números na traseira e nas laterais. Essa sinalização obrigatória é essencial para identificar os riscos da carga e orientar ações em caso de acidente, sendo característica do transporte de cargas perigosas. Mas o que cada placa significa?

Regulamentadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e baseadas em padrões internacionais, as placas trazem duas informações principais: o número de risco e o número ONU, uma espécie de “RG” da substância transportada. Com esses dados, equipes de emergência conseguem identificar com precisão o material envolvido e adotar os procedimentos adequados.

Acidentes e riscos tornam sinalização ainda mais relevante

A importância desse sistema fica evidente diante dos dados do setor. Em 2023, o Estado de São Paulo registrou 862 ocorrências envolvendo transporte rodoviário de produtos perigosos, sendo 458 acidentes e 404 incidentes . Apesar de representar menos de 10% dos sinistros com veículos de carga em geral, esse tipo de transporte exige protocolos específicos devido ao potencial de dano.

Entre os acidentes registrados, houve 111 casos de vazamento de carga, dos quais 99 resultaram em contaminação ambiental, atingindo principalmente o solo, a água e a vegetação. Os produtos mais comuns nesses episódios incluem combustíveis como diesel, etanol e gás liquefeito de petróleo (GLP).

Além disso, a maior parte das ocorrências está ligada a líquidos inflamáveis, que respondem pela maioria dos casos registrados, o que reforça a necessidade de identificação clara e imediata do tipo de risco envolvido.

Placas de caminhões indicam 9 tipos de perigo
As placas seguem uma classificação internacional dividida em nove classes de risco. Cada uma é representada por cores e símbolos específicos.

A cor laranja indica explosivos, que podem reagir com impacto ou calor. O verde identifica gases não inflamáveis, enquanto o vermelho sinaliza substâncias inflamáveis, como combustíveis.

Placas brancas com faixas vermelhas indicam sólidos inflamáveis, e combinações de branco e vermelho identificam materiais que podem entrar em combustão espontânea. Já o azul aponta substâncias que reagem com água, podendo liberar gases perigosos.

O amarelo representa produtos que não queimam, mas intensificam incêndios, enquanto a combinação de amarelo e vermelho indica substâncias instáveis. A caveira em fundo branco alerta para produtos tóxicos, e o símbolo de radiação identifica materiais radioativos.

Substâncias corrosivas aparecem em placas preto e branco, enquanto a classe de produtos perigosos diversos, que inclui materiais com riscos variados, é indicada por placas brancas com listras pretas.

Ao todo, essa classificação segue recomendações internacionais e padroniza a identificação de cargas perigosas em diferentes países.

Mais do que uma exigência regulatória, essas placas são uma ferramenta de segurança essencial. Em situações de emergência, a leitura rápida dessas informações pode reduzir riscos, evitar agravamento de acidentes e proteger tanto os profissionais envolvidos quanto quem circula pelas rodovias.

Fonte: Estadão

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