Edital lançado pelo governo paulista prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos para modernizar 520 km de rodovias que cortam a região de Campinas e outras cidades do interior
Campinas e municípios vizinhos serão diretamente impactados pelo maior projeto rodoviário em andamento no interior paulista. O governo do Estado publicou na última sexta-feira (24) o edital de concessão da Rota Mogiana, que prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos em obras de duplicação, faixas adicionais, marginais, passarelas e os chamados pedágios “free flow” ao longo de 520 quilômetros de rodovias. O leilão, que será internacional, está marcado para 27 de fevereiro de 2026, na sede da B3, em São Paulo.
A iniciativa contempla nova privatização de trechos que ligam Campinas a Mogi Guaçu, Santo Antônio de Posse a Artur Nogueira, Casa Branca a São José do Rio Pardo e Mococa a Santa Cruz da Esperança. Também está prevista a duplicação do trecho de Águas da Prata até a divisa com Minas Gerais, com a construção de um contorno viário para retirar o tráfego pesado do centro urbano, uma demanda antiga da região.
De acordo com a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), responsável pelo projeto em conjunto com a Artesp, o projeto foi desenvolvido a partir de 284 contribuições coletadas em consultas e audiências públicas. A futura concessionária ficará encarregada da ampliação, manutenção e gestão da malha rodoviária da região por 30 anos.
Além de Campinas, as intervenções devem impactar diretamente Holambra, Artur Nogueira, Cosmópolis, Santo Antônio de Posse, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Aguaí, São João da Boa Vista, Espírito Santo do Pinhal, Casa Branca, Mococa e Cajuru. Segundo o governo de São Paulo, as obras vão “facilitar o escoamento da produção agrícola, reduzir custos logísticos, aumentar a segurança viária e gerar milhares de empregos”.
Segundo o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, a nova concessão é “um projeto robusto, que amplia a integração regional, estimula a economia e fortalece a infraestrutura logística do interior”. Entre as intervenções previstas estão 217 km de duplicações, 138 km de terceiras faixas, 96 km de marginais e a construção de 59 passarelas.
O projeto absorve os trechos atualmente sob concessão da Renovias e reúne, em um único lote, rodovias que antes estavam divididas entre Rota Mogiana e Circuito das Águas. A medida, segundo o governo estadual, garante mais racionalidade e integração logística.
Fonte: Portal Porque