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Conexão SINDICAMP orienta associados sobre novas regras do CIOT e Piso Mínimo do Frete

O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP) realizou, na última sexta-feira (22), pela manhã, em sua sede, mais uma edição do Conexão SINDICAMP, encontro exclusivo para associados que abordou o tema “CIOT e Piso Mínimo do Frete: novas regras e fiscalização da ANTT”.

A reunião teve como objetivo orientar as empresas sobre as principais mudanças regulatórias em andamento, os impactos operacionais para transportadores e embarcadores e as exigências que passam a ser acompanhadas com maior rigor pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), especialmente em relação à integração de dados, emissão correta do CIOT e cumprimento das obrigações legais vinculadas ao Piso Mínimo do Frete.

Na abertura do encontro, a presidente do SINDICAMP, Rafaela Cozar, destacou a importância de aproximar os associados de informações técnicas e atualizadas, especialmente em um momento de maior fiscalização e mudanças relevantes para a rotina das empresas. “O TRC vive um momento de transformação profunda, marcado por novas resoluções, fiscalização mais rigorosa, mudanças relacionadas ao Piso Mínimo do Frete e uma integração cada vez maior entre sistemas e informações. O papel do SINDICAMP é trazer esses temas para discussão e aproximar os associados de informações técnicas e qualificadas, ajudando as empresas a tomarem decisões mais assertivas e seguras”, afirmou Rafaela.

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A palestra foi conduzida pelo Dr. Rogério Abreu, assessor jurídico do SINDICAMP, Dra. Gil Menezes, assessora jurídica da NTC&Logística, e por Bruno Damada, fundador e CEO da Siimp Sistemas. Ao longo da apresentação, os especialistas explicaram os principais pontos das novas regras, as responsabilidades envolvidas nas operações e os cuidados necessários para evitar inconsistências, autuações e riscos jurídicos.

O Dr. Rogério Abreu também chamou a atenção para os impactos práticos das mudanças no dia a dia das transportadoras, especialmente na relação com embarcadores e contratantes. “A fiscalização hoje acontece de forma cada vez mais digital e integrada, utilizando cruzamento automático de informações para identificar divergências nas operações. Isso faz com que as empresas precisem ter ainda mais atenção à coerência das informações lançadas em cada etapa da operação, garantindo alinhamento entre dados comerciais, operacionais e fiscais”, pontuou.

Durante sua participação, a Dra. Gil Menezes reforçou que o tema exige atenção das empresas porque envolve não apenas o cumprimento formal da legislação, mas também a estruturação interna dos processos. “As novas exigências ampliam a necessidade de controle e rastreabilidade das informações. O transportador precisa compreender que o CIOT, o MDF-e, os dados da operação e o valor do frete precisam conversar entre si. A fiscalização passa a ter acesso a informações cada vez mais integradas, e isso exige das empresas uma atuação preventiva, organizada e tecnicamente bem orientada”, destacou.

O executivo Bruno Damada reforçou os desafios que as transportadoras enfrentam neste período de adaptação. “Hoje, muitas empresas ainda enfrentam desafios relacionados à integração dos sistemas, mensagens de erro pouco objetivas e instabilidades que acabam gerando insegurança operacional no momento da emissão. O prazo para adequação dos sistemas foi muito curto diante da complexidade das mudanças exigidas, principalmente considerando o volume de operações processadas diariamente pelo setor”, afirmou.

Além da exposição técnica, o encontro permitiu que os associados apresentassem dúvidas relacionadas à aplicação das regras em situações concretas, contribuindo para uma discussão mais próxima da realidade das empresas da região.

A edição também reforçou o caráter prático do Conexão SINDICAMP, que busca transformar temas regulatórios complexos em orientações aplicáveis à gestão das transportadoras. Ao reunir especialistas jurídicos e empresários do setor, a entidade fortalece um canal direto de atualização, prevenção e apoio às empresas associadas diante das mudanças que exigem adaptação rápida e maior controle operacional.

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