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Concessionários privados assumem operações dos aeroportos de Galeão e Confins.

 

Os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte, passaram, desde essa segunda-feira (11), a ser administrados pelas concessionárias Rio Galeão e BH Airport, respectivamente. Até então, os terminais eram de responsabilidade da Infraero. A estimativa é que o principal aeroporto da capital fluminense receba, nos próximos 25 anos, cerca de R$ 5,65 bilhões em melhorias. A previsão de investimentos para Confins é de R$ 3,5 bilhões por três décadas. Ambos foram leiloados em novembro de 2013.

O ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, destacou a importância da política de concessão dos aeroportos para o desenvolvimento do Brasil.

De acordo com o ministro, a experiência bem sucedida pode ser observada no bom desempenho em Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas/SP), Brasília (DF) e São Gonçalo do Amarante (RN). “Essa política estimula as transformações e incentiva a concorrência. Quando temos o capital privado, podemos investir o orçamento público em outros setores, como na educação”, disse.

Galeão

Com os investimentos, o Galeão deverá aumentar a capacidade de passageiros de 17,1 milhões para 60,4 milhões anuais em 2038. Já para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, que serão realizadas em 2016, o novo operador do Galeão entregará melhorias como 26 novas pontes de embarque, 26 posições de pátio para aeronaves, área de pátio para 73 aeronaves, novo estacionamento para 1.850 veículos.

De imediato, o aeroporto ganha melhorias em sinalização, atendimento nos balcões em português, inglês e espanhol, internet mais rápida, novas lojas de alimentação, implantação de coleta seletiva de resíduos, novos fraldários e novo caminhão contra incêndio. Além disso, foram contratadas novas empresas de limpeza e segurança.

Moreira Franco ressaltou que, apesar de o patamar do Galeão agora já ser superior ao observado em 2013, quando ocorreu o leilão da concessão, o nível de excelência dos serviços prestados ao passageiro tem que crescer ainda mais. “Nós estamos extremamente otimistas em relação ao futuro e, sobretudo, na realização das Olimpíadas de 2016″, completou.

Confins

Dentre as melhorias previstas para os próximos 10 anos estão: construção de novo terminal de passageiros que duplicará a capacidade para 20 milhões de passageiros/ano, 14 novas pontes de embarque, mais balcões de check-in e esteiras de bagagens, 1.455 novas vagas de estacionamento para veículos e nova área de embarque e desembarque internacional. Em 2043, o terminal terá capacidade para receber 43,3 milhões de passageiros por ano.

Embora a gestão da BH Aiport comece agora, a concessionária já realizou intervenções no terminal aéreo. Para a realização da Copa do Mundo, o aeroporto recebeu atualização e revitalização das sinalizações de informação ao usuário, melhorias na iluminação, troca de carpete, instalação de câmeras na torre de segurança, revisão dos sistemas de escadas rolantes, esteiras de bagagem e elevadores, entre outras melhorias.

Moreira Franco aconselhou o novo operador a cuidar primeiramente da limpeza dos banheiros e do preço da alimentação, as duas maiores reclamações dos usuários dos terminais aéreos, de acordo com pesquisa realizada pela Secretaria de Aviação Civil de três em três meses. “Nossa expectativa é ver o mais rápido possível uma mudança de postura em relação a isso, ver que os pontos críticos foram enfrentados e que estão prontos para bem resolver os outros desafios”, completou.

Com informações da Secretaria de Aviação Civil.

Ana Rita Gondim

Fonte: Agência CNT de Notícias.

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