O Panorama ESG do Transporte Rodoviário em SP é um estudo inédito que mede a maturidade em sustentabilidade das empresas de transporte, à luz da norma ABNT PR 2030
As três federações do transporte rodoviário do Estado de São Paulo – Fetcesp (cargas), Fetpesp (passageiros) e Fresp (passageiros por fretamento) – apresentam o Panorama ESG do Transporte Rodoviário no Estado de São Paulo, o primeiro estudo setorial a medir, com o rigor de uma norma técnica, o grau de maturidade das empresas de transporte em práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). Inédito no setor, o trabalho foi desenvolvido e operado tecnicamente pela Easy ESG e conta com o patrocínio da Mercedes-Benz e do Despoluir – Programa Ambiental do Transporte, mantido pela CNT e pelo Sest Senat.
Ao todo, 39 empresas de transporte de todo o Estado de São Paulo aderiram à iniciativa – entre transportadoras de carga, operadoras de passageiros e empresas de fretamento. O estudo mostra que o transporte de carga lidera os três eixos que compõem o ESG – ambiental, social e governança –, puxado pela exigência ESG de seus embarcadores.
O segmento é impactado mais diretamente pela pressão de embarcadores com metas ESG próprias, que passaram a exigir inventários de emissões e evidências de conformidade – uma demanda da cadeia que funciona como motor externo de maturidade. O estudo sugere que “a cadeia é um poderoso indutor de maturidade – e que estimular essa cobrança, inclusive por meio de políticas públicas e de contratos, pode acelerar o conjunto do setor”.
Maturidade média por segmento de atividade
Transporte rodoviário de carga: 30,2%
Passageiros, municipal/metropolitano: 17,7%
Fretamento e outros: 16,7%.
Boas práticas
Entre os cases citados pelo estudo (lembrando que os resultados são apresentados de forma anônima e agregada, sem identificação de qualquer organização), está uma operadora de transporte de passageiros com a maior nota social entre as pesquisadas (59%), puxada por diálogo social e desenvolvimento territorial (cerca de 80%) e direitos humanos (cerca de 67%) – a evidência mais concreta de engajamento comunitário estruturado, coerente com um segmento de forte vínculo com o território.
Equilíbrio
Entre os três eixos, o equilíbrio é maior do que o senso comum sugeriria, segundo o estudo. O Social lidera (26,2%), seguido de perto pelo Ambiental (25,4%). A Governança aparece como o elo mais frágil (22,0%) – um achado que contraria a expectativa de que o transporte estaria atrasado sobretudo na dimensão ambiental.
Fonte: TechnBus