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Rodovias de SP passam a ter câmeras integradas à Muralha Paulista; entenda como vai funcionar

Governo de São Paulo vai conectar mais de 4 mil câmeras e 350 leitores de placas instalados nas rodovias concedidas ao sistema de monitoramento da polícia

As rodovias concedidas do estado de São Paulo passarão a integrar o sistema da Muralha Paulista, programa de monitoramento da Secretaria da Segurança Pública que utiliza câmeras com reconhecimento facial e leitura automática de placas para localizar foragidos da Justiça e veículos de interesse policial. A medida prevê a incorporação de mais de 4 mil câmeras e cerca de 350 equipamentos de leitura de placas distribuídos pelas estradas.

O convênio foi assinado pelo Governo de São Paulo, por meio da SSP (Secretaria da Segurança Pública) e da SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos), em conjunto com a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo).

Com a integração, as imagens e os alertas gerados pelas câmeras instaladas nas rodovias concedidas passarão a ser compartilhados em tempo real com a plataforma da Muralha Paulista, ampliando a capacidade de monitoramento das forças de segurança.

Segundo o governo, o objetivo é reforçar o combate ao crime organizado, dificultar a circulação de criminosos e permitir respostas mais rápidas em ocorrências policiais.

Atualmente, o programa já reúne mais de 125 mil câmeras espalhadas por mais de 600 municípios paulistas. Os equipamentos cruzam informações com bancos de dados oficiais, como o Banco Nacional de Mandados de Prisão, para identificar automaticamente pessoas procuradas pela Justiça e veículos com restrições.

A parceria com a Artesp permitirá a integração de mais de 4 mil câmeras de monitoramento e aproximadamente 350 leitores automáticos de placas instalados nas rodovias concedidas. Os equipamentos já existentes passarão a alimentar a base de dados utilizada pelas forças policiais.

A implantação será feita de forma gradual. A primeira etapa prevê a integração dos sistemas, seguida pela adaptação tecnológica, treinamento das equipes e fase de operação assistida. Após a conclusão desse processo, o compartilhamento de imagens e informações ocorrerá de maneira permanente.

A Arsesp também participará da iniciativa. Inicialmente, serão integrados ao programa os sistemas de videomonitoramento de oito parques públicos concedidos e regulados pela agência. A expectativa é que o modelo seja expandido futuramente para outros ativos regulados.

Segundo o Governo de São Paulo, as informações serão utilizadas exclusivamente para ações de segurança pública e seguirão as normas de proteção de dados e sigilo previstas na legislação.

Fonte: A Cidade ON

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