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Produção de caminhões sobe 5,3% em junho

As linhas de montagem de caminhões no país seguem em ritmo de recuperação, apesar da produção continuar sendo impactada pela falta de componentes, principalmente eletrônicos. De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), foram fabricados 14.639 caminhões em junho.

No mês de maio foram produzidos 13.908 unidades, e neste ano já se totalizam 74.722 unidades fabricadas. No mês de junho de 2020 foram produzidos 5.575 unidades, 162,6% menos que em junto deste ano, e no acumulado entre janeiro e junho de 2020, foram 34.738 unidades, 115,1% menos que no mesmo período deste ano.

No mês de junho foram produzidos:

  • 7.178 caminhões pesados
  • 4.223 caminhões semi-pesados
  • 2.365 caminhões leves
  • 723 caminhões médios
  • 150 caminhões semi-leves

Todos os segmentos apresentam crescimento acentuado neste ano, com a produção praticamente dobrando. Já o segmento de semi-leves teve crescimento de 215,3%, mais que o triplo do produzido em 2020.

Apesar da alta na produção de caminhões, a Anfavea estima que a falta de componentes para produção já impactou a indústria automotiva na casa das 100 mil a 120 mil unidades, que deixaram de ser produzidas neste ano, em todos os segmentos.

tabela producao veiculos brasil - SindicampEm todos os segmentos, 1.148.470 veículos deixaram as linhas de montagem no primeiro semestre do ano, 57,5% a mais que os 729.269 do mesmo período do ano passado, quando todas as fábricas passaram por paradas de até dois meses. Numa comparação mais justa, com o primeiro semestre de 2019 (antes da pandemia), houve uma retração de mais de 300 mil unidades, ou 22%.

“Estimamos que a falta de semicondutores tenha impedido que algo entre 100 mil e 120 mil veículos fossem produzidos no primeiro semestre. Esse problema afeta todos os países produtores e tem impedido a plena retomada do setor automotivo”, explicou o Presidente da ANFAVEA, Luiz Carlos Moraes.

Projeções para 2021

Com a performance negativa dos automóveis e o desempenho surpreendente do segmento de caminhões, a ANFAVEA atualizou as projeções que havia apresentado em janeiro, referentes ao fechamento de 2021. A produção total, que era estimada em 2.520.000 unidades (alta de 25% sobre 2020), foi reduzida para 2.463.000 (alta de 22% sobre o ano passado). Separando leves e pesados, a alta na produção estimada 2021/2020 caiu de 25% para 21% no segmento de automóveis e comerciais leves, e subiu de 23% para 42% no caso de caminhões e ônibus.

Já para as vendas internas, a expectativa agora é de 2.320.000 licenciamentos (elevação de 13% sobre o ano anterior), ante os 2.367 mil previstos na coletiva de imprensa de janeiro. Automóveis foram revistos para baixo, enquanto comerciais leves, caminhões e ônibus foram revistos para cima. Finalmente, as exportações foram revisadas de 353 mil para 389 mil na expectativa do ano, uma esperada alta de 20% sobre 2020, melhor que a elevação de 9% inicialmente projetada.

“Nunca foi tão difícil fazer projeções no Brasil. Além das variáveis socioeconômicas, agora temos também de levar em conta a situação da pandemia, o ritmo da vacinação, a instabilidade política e essa crise global dos semicondutores, sobre a qual pouco podemos antever”, acrescentou Moraes, ressaltando que uma possível restrição de fornecimento de energia elétrica não entrou nos cálculos da associação.

Fonte: Blog do Caminhoneiro

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