Os custos logísticos no Brasil devem atingir R$ 2,2 trilhões em 2026, segundo projeção do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). O levantamento também aponta que empresas brasileiras já esperam novos aumentos nas despesas com transporte, armazenagem e estoques em 2027.
Empresas esperam aumento de quase 10% no transporte em 2027
O cenário para o próximo ano preocupa as companhias. Em pesquisa com mais de 100 grandes empresas industriais e varejistas, 69% dos entrevistados disseram esperar aumento nos custos de transporte.
A alta média projetada é de 9,6%. Além disso, 44% dos participantes esperam gastar mais com armazenagem, enquanto 31% acreditam que os estoques também ficarão mais caros.
Os números mostram que a pressão sobre as despesas logísticas deve continuar em 2027, conforme as expectativas registradas pelo ILOS.
Setor de construção tem despesas logísticas mais elevadas
O peso da logística varia bastante entre os setores. Nas empresas pesquisadas, essas despesas representam, em média, 9,5% da receita líquida.
O setor de materiais de construção apresenta uma das situações mais pesadas, com gastos equivalentes a 19,8% da receita líquida.
Já nas empresas de tecnologia e telecomunicações, o percentual é de apenas 3%, segundo o levantamento.
Juros elevados aumentam os custos dos estoques
Outro problema é o dinheiro parado em mercadorias. Com os juros elevados, manter produtos armazenados passou a representar uma despesa financeira maior.
O custo financeiro dos estoques, que correspondia a 2,9% do PIB brasileiro em 2020, chegou a 5,6% em 2025.
ILOS aponta novo patamar de despesas no Brasil
O Instituto de Logística e Supply Chain acompanha os custos logísticos brasileiros desde 2004.
Para Maurício Lima, sócio-diretor do ILOS e responsável pelo estudo, o país não enfrenta apenas uma elevação temporária, mas um novo patamar de custos.
Segundo o executivo, a expectativa de novos aumentos nos fretes pressiona as margens das empresas, os preços pagos pelos consumidores e a competitividade da economia brasileira.
Fonte: Click Petróleo e Gás