Recuperação de estradas rurais e ampliação da conectividade no campo aumentam a proximidade física e virtual
Mil quilômetros de estradas rurais em São Paulo serão recuperados até 2026 por meio do Programa de Logística Rural do governo estadual, totalizando investimentos acima de R$ 200 milhões. Também estão previstas construções de pontes metálicas e de concreto, além de novos centros de distribuição e de comércio de produtos agrícolas. Já foram assinadas as ordens de serviço das 20 obras iniciais, orçadas em R$ 18 milhões.
“É o agro que nos coloca na liderança nas exportações, é o agro paulista que representa 20% do agro no Brasil e é em São Paulo que estamos avançando. Tivemos excelentes resultados no ano passado e vamos continuar crescendo em 2025, com investimentos em irrigação, na conectividade e logística, usando os instrumentos que estão à nossa disposição, como o Desenvolve SP. Ninguém segura o agro de São Paulo e vamos dar o exemplo para o Brasil”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas, em fevereiro, quando anunciou os investimentos iniciais do programa.
O Logística Rural é em grande parte baseado em parcerias com os governos municipais. Prefeituras que aderirem ao programa receberão equipamentos – motoniveladoras, caminhões, retroescavadeiras, rolo compressor, entre outros – para a execução de obras de conservação das estradas rurais.
O programa é também a oportunidade para que a Secretaria de Agricultura e Abastecimento atenda antiga demanda dos municípios para a substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto ou metal – que suportam maior peso e, assim, contribuem para uma melhor eficiência do escoamento da produção agrícola e redução de atrasos e perdas na produção. Só neste ano, a previsão é de investimento de R$ 45 milhões em obras de 45 pontes padronizadas.
Também estão no escopo do AgroLogística – que reformula e moderniza o programa anterior do governo que tratava de logística rural, o Melhor Caminho – a instalação de centros de distribuição e de comercialização de produtos agrícolas, além da construção de silos para estoque adequado de produtos.
O governo de São Paulo também firmou convênios com 51 municípios para a aquisição de máquinas agrícolas destinadas a pequenos produtores, dentro do programa Patrulha Rural. O investimento é de R$ 16,2 milhões em maquinários como composteiras, retroescavadeiras e pás-carregadeiras. O objetivo é dar condições para o incremento da renda da agricultura familiar.
Maior conectividade
Além de melhorias na logística, outra frente essencial para o desenvolvimento do agro paulista é a conectividade. É fundamental ter acesso a internet de qualidade, tanto para realizar as mais diversas tarefas ligadas ao cotidiano das atividades agropecuárias, a exemplo de acompanhar a previsão do tempo e verificar o preço dos insumos, quanto para adotar avanços tecnológicos, como a agricultura de precisão e o monitoramento remoto.
Pesquisa recente da consultoria McKinsey revelou que 60% dos produtores agrícolas brasileiros vislumbram o aumento de produtividade como principal motor para lidar com as turbulências e alcançar um futuro mais lucrativo. Na visão dos produtores, são duas as alavancas principais para cumprir esse objetivo: a intensificação de práticas agrícolas sustentáveis, com o aumento do uso de produtos de base biológica e técnicas regenerativas, e a adesão a tecnologias e inovações que melhoram a gestão do campo.
O governo de São Paulo está atento a esse tema e age para ampliar a conectividade no campo, com foco especial em atender pequenos e médios produtores. Para levar internet de alta velocidade a todos os cantos do território paulista, desenvolve parcerias com a iniciativa privada e organizações representativas, gerando condições favoráveis para atrair a instalação de antenas de internet.
Outra ação estratégica é a integração de programas já existentes, como o Rotas Rurais e o SemeAr. O Rotas Rurais foi o primeiro programa de endereçamento rural da América Latina, desenvolvido pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura, em parceria com o Google, usando a tecnologia Plus Code. Por meio desse programa, muitas propriedades rurais foram colocadas no mapa – literalmente, pois o processo envolveu até a definição de Códigos de Endereçamento Postal (CEP). Já o SemeAr desenvolve soluções tecnológicas para pequenos e médios produtores, impulsionando conectividade, inteligência artificial, sensoriamento remoto, automação e rastreabilidade.
Fonte: Estadão