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Duplicação da BR-116 agilizará tráfego e reduzirá os acidentes.

21678 1 - Sindicamp

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que a ordem de início da duplicação da BR-116 foi dada em agosto de 2012 e que a perspectiva é de que a obra seja entregue em maio de 2015. Serão duplicados 211,22 quilômetros, com um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão. Até o começo de abril, o percentual das obras executadas era de aproximadamente 25%.

No início, os principais serviços que estavam sendo realizados eram supressão vegetal, decapagem e terraplenagem, além de obras de artes especiais.

Também já há trechos que receberam as primeiras camadas de pavimentação. No pico das obras, cerca de 1,5 mil trabalhadores deverão estar atuando no empreendimento. As empresas envolvidas são as construtoras Constran, Ivaí, Trier, Sultepa e SBS, assim como os consórcios Brasília Guaíba–Ribas, Pelotense-CC e MAC– -Tardelli.

Quanto à duplicação da BR-392, o Dnit esclarece que o lote 4 está em fase de estudos ambientais, e o projeto de duplicação da ponte sobre o canal São Gonçalo está sendo analisado pelo setor de estruturas do departamento, em Brasília. O lote 2 já foi entregue. O que falta no lote 3 é a liberação do viaduto na Vila da Quinta (em Rio Grande). Estão previstas também a construção de cinco passarelas para o trecho e a duplicação da ponte sobre o canal São Gonçalo.

Os lotes 2 e 3 da rodovia tiveram, até o momento, investimentos parciais de R$ 168 milhões e R$ 139 milhões, respectivamente. São 24,9 quilômetros duplicados no lote 2 e 27 quilômetros no lote 3, e as construtoras envolvidas são a Ivaí e a Triunfo. O lote 1 compreendia obras no entorno de Pelotas e já foi finalizado há mais tempo. O Dnit afirma que os preços dos pedágios cobrados nas rodovias não aumentarão com as duplicações.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), Sérgio Neto, diz que a importância da duplicação da BR-116 é enorme. Ele justifica a opinião lembrando que há um elevado tráfego de veículos pesados na região, que tem como destino ou origem o porto do Rio Grande. “É uma rodovia que devia estar duplicada faz horas”, defende Neto. A expectativa do empresário é que diminua o número de acidentes na rodovia, fundamentalmente os frontais, que acarretam mais mortes.

O integrante do Laboratório de Sistemas de Transportes (Lastran) da Universifade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e doutor em transporte João Fortini Albano concorda que a duplicação é de suma importância. Ele considera essa via um dos três principais eixos de transporte de cargas do Estado (com Porto Alegre–Serra e Capital–São Paulo). Albano diz que a tendência é de aumento do limite de velocidade com a duplicação, sem impedir a diminuição de acidentes.
Fonte: Setcesp.

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