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Conexão SINDICAMP debate impactos da Reforma Tributária no Transporte Rodoviário de Cargas

Na última sexta-feira, 26 de setembro, o SINDICAMP realizou mais uma edição do Conexão SINDICAMP, reunindo empresários, especialistas e autoridades para discutir um dos temas mais relevantes para o futuro do setor: a Reforma Tributária no Transporte Rodoviário de Cargas.

Para o presidente do SINDICAMP, José Alberto Panzan, a realização do evento demonstra o compromisso da entidade em preparar seus associados para as mudanças estruturais que começam a valer em 2026.

“O Conexão SINDICAMP tem exatamente essa função: oferecer informação de qualidade, gerar debates e antecipar tendências que impactam o transporte rodoviário de cargas. A Reforma Tributária é um marco e precisamos estar prontos para ela”, destacou Panzan.

A vice-presidente do SINDICAMP, Rafaela Cozar, foi a responsável por conduzir o evento como mestra de cerimônias, reforçando o compromisso da entidade em promover debates de alto nível e aproximar os associados das transformações que estão por vir. Para ela, o encontro cumpre um papel essencial ao preparar as empresas para o futuro.

“O Conexão SINDICAMP é uma oportunidade de aprendizado e de troca de experiências. Estamos vivendo um momento de mudanças profundas no sistema tributário brasileiro, e é fundamental que o setor de transporte esteja unido, bem informado e pronto para se adaptar. A nossa missão, como entidade, é justamente criar esse espaço de diálogo e construção coletiva”, destacou Rafaela.

O encontro, realizado no auditório da entidade, contou com a participação de Rogério Camargo Gonçalves de Abreu, Assessor Jurídico do SINDICAMP; Robson Dias Lima, Gestor Nacional do Projeto Estratégico Reforma Tributária Brasileira; e Carlos Alexandre Baticioto, CEO da PB Contabilidade Integrada.

Abrindo as apresentações, Dr. Rogério Camargo Gonçalves de Abreu trouxe uma análise aprofundada sobre os aspectos legais da Reforma Tributária e os reflexos diretos no transporte rodoviário de cargas. Ele destacou que a nova sistemática não se restringe à troca de tributos, mas exige uma mudança cultural e estrutural nas empresas.

“Estamos diante de um processo histórico, que não se limita à substituição de tributos, mas que exige uma nova postura das empresas em termos de compliance, governança e planejamento estratégico. O transporte rodoviário de cargas precisa se preparar para lidar com maior transparência, controle fiscal e segurança jurídica, aproveitando também as oportunidades de simplificação que a reforma traz”, ressaltou.

Na sequência, Robson Dias Lima apresentou a visão do Projeto Estratégico Reforma Tributária Brasileira, destacando que a tecnologia será fundamental para a implementação do novo sistema. Ele detalhou o cronograma de desenvolvimento da plataforma tecnológica que sustentará a operacionalização da CBS e do IBS, incluindo etapas de integração, testes com as Secretarias de Fazenda e implantação em produção.

Robson também demonstrou exemplos práticos do split payment inteligente, mecanismo que automatiza a segregação de tributos no momento da transação. Para ele, o engajamento das empresas é fundamental para o sucesso dessa transição.

“O objetivo da reforma é tornar o sistema mais simples, competitivo e alinhado às melhores práticas internacionais. Mas isso só será possível com a participação ativa das empresas, que precisam compreender a nova lógica de tributação, investir em capacitação e dialogar com seus parceiros comerciais. É um esforço coletivo para que o Brasil ganhe eficiência e competitividade no cenário global”, explicou.

Encerrando as apresentações, Carlos Alexandre Baticioto trouxe a perspectiva prática e contábil, apresentando simulações que mostram os impactos da nova tributação nos custos operacionais e na precificação dos serviços de transporte. Ele reforçou que, embora a reforma sugira inicialmente um aumento da carga tributária, ela abre portas para ganhos de eficiência e melhores práticas de gestão.

“A reforma tributária traz mudanças que vão muito além das questões fiscais. Ela transforma o modo de negociar produtos e serviços, exigindo das empresas uma visão organizacional e estratégica para otimizar resultados. Mais do que manter margens, este é o momento de aprimorá-las, adotando boas práticas e criando novos negócios”, afirmou Baticioto.

Após as palestras, os executivos e associados presentes puderam interagir com os especialistas, levantando dúvidas e reflexões sobre os efeitos práticos da reforma no setor. Temas como o IVA Dual (IBS + CBS), o split payment, os impactos sobre transportadores autônomos e empresas do Simples Nacional estiveram entre os assuntos mais discutidos.

O Conexão SINDICAMP se consolidou como um espaço estratégico de troca de conhecimento e alinhamento sobre temas que definem o futuro do transporte. A discussão sobre a Reforma Tributária deixou claro que o setor precisa se mobilizar desde já para garantir competitividade, eficiência e segurança jurídica em um cenário de profundas transformações.

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