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Campinas registra 2ª maior taxa de mortes no trânsito entre maiores cidades de São Paulo, diz Infosiga

São 165 óbitos nos últimos 12 meses, em vias urbanas e rodovias, o que representa um índice de 14,47 óbitos a cada 100 mil habitantes

 

Com 165 óbitos em acidentes de trânsito nos últimos 12 mesesCampinas (SP) aparece com a 2ª maior taxa de mortalidade entre as cidades do estado de São Paulo com mais de 300 mil habitantes. São 14,47 ocorrências a cada 100 mil habitantes, atrás apenas de Sorocaba (SP), com 15.

Como efeito de comparação, o índice de Campinas é 68,8% maior que o registrado na cidade de São Paulo (SP), que acumula 979 mortes no período, mas cuja população é de 11,4 milhões de habitantes – veja a tabela completa.

Os dados são do Sistema de Informações de Acidentes de Trânsito em São Paulo (Infosiga-SP), que considera as ocorrências tanto na malha urbana quanto em rodovias que cortam a cidade.

Considerando a série histórica, iniciada em 2015, a taxa de mortalidade em ocorrências no trânsito na metrópole apresenta um crescimento desde 2019, após atingir o menor índice. Atualmente, está em 13,95 óbitos por 100 mil habitantes.

A Emdec, empresa municipal responsável pela gestão da malha urbana, destacou que o último boletim divulgado pela empresa aponta que, em 2023, o índice de mortes no trânsito a cada 100 mil habitantes ficou em 13,96. “Diferente da metodologia do Infosiga, o índice adotado pelo município tem como referência os óbitos do período anual (159 mortes) e a população estimada pelo IBGE”, destaca, em nota.

“Alguns fatores contribuem para o cenário atual da acidentalidade no município. Um deles é o crescimento da frota de veículos, que aumentou cerca de 2,2% quando comparamos os meses de março de 2023 e 2024 – de 951.320 para 972.742. O aumento é de 5,6% quando se considera o mesmo período de 2020 (921 mil veículos)”, enfatiza a Emdec.

Já são 53 vidas perdidas nos primeiros quatro meses de 2024, maior número para o período desde 2015. Somente em abril foram 20 óbitosalta de 150% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Em março, a metrópole também havia registrado aumento no comparativo de mortes com 2013. Esse crescimento ocorre em meio ao plano de segurança viária lançado pela cidade para reduzir o índice de mortes no trânsito.

Mortes em abril

O sistema mostra que 11 das mortes em abril ocorreram em acidentes em estradas que cortam Campinas, enquanto oito óbitos foram em ocorrências em vias urbanas e, em um caso, não havia a informação disponível.

Em nota, a Emdec informou que seu último balanço aponta um total de 13 óbitos na malha urbana, entre janeiro e março de 2024. “No acumulado, o número é 32% menor que o mesmo período de 2023 (19 óbitos). Os dados de sinistros registrados em abril serão divulgados entre o final de maio e o início de junho, uma vez que a Emdec realiza o cruzamento de dados próprios e do Infosiga”.

Um levantamento do g1 apontou que as rodovias são, sim, líderes em casos de mortes em acidentes na metrópole.

De acordo com especialistas, o problema envolve, em sua grande maioria, uma mistura entre o tráfego de longo percurso e motoristas urbanos, que acabam utilizando estradas como avenidas, e a diferença de atenção entre um perfil e outro, e a combinação disso com a maior velocidade das rodovias, ajuda a explicar os números da acidentalidade.

“Embora a atuação da Emdec esteja focada no eixo urbano, o município mantém ações em parceria com as concessionárias para prevenir óbitos também nas rodovias. Inclusive durante o Movimento Maio Amarelo, lançado no início do mês, diversas atividades integradas estão sendo realizadas, incluindo blitze educativas para pedestres, motociclistas e condutores, peça teatral lúdica voltada ao público infantil e ações com óculos simuladores de embriaguez”, informou, em nota, a Emdec.

“Os dados recentes apontam que as mortes registradas em rodovias potencializam a alta dos índices. O aumento dos óbitos em rodovias, entre 2022 e 2023, foi de 7% (de 75 para 80), enquanto o crescimento dos óbitos nas vias urbanas foi de 4% (de 76 para 79). Campinas é cortada por cinco rodovias principais – Dom Pedro I (SP-65), Anhanguera (SP-330), Bandeirantes (SP-348), Santos Dumont (SP-075) e Adhemar Pereira de Barros (SP-340), utilizadas diariamente não só pela população local, mas também por moradores de municípios vizinhos que acessam a cidade”, pontua a Emdec.

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