São 165 óbitos nos últimos 12 meses, em vias urbanas e rodovias, o que representa um índice de 14,47 óbitos a cada 100 mil habitantes
Com 165 óbitos em acidentes de trânsito nos últimos 12 meses, Campinas (SP) aparece com a 2ª maior taxa de mortalidade entre as cidades do estado de São Paulo com mais de 300 mil habitantes. São 14,47 ocorrências a cada 100 mil habitantes, atrás apenas de Sorocaba (SP), com 15.
Como efeito de comparação, o índice de Campinas é 68,8% maior que o registrado na cidade de São Paulo (SP), que acumula 979 mortes no período, mas cuja população é de 11,4 milhões de habitantes – veja a tabela completa.
Os dados são do Sistema de Informações de Acidentes de Trânsito em São Paulo (Infosiga-SP), que considera as ocorrências tanto na malha urbana quanto em rodovias que cortam a cidade.
Um levantamento do g1 apontou que as rodovias são, sim, líderes em casos de mortes em acidentes na metrópole.
De acordo com especialistas, o problema envolve, em sua grande maioria, uma mistura entre o tráfego de longo percurso e motoristas urbanos, que acabam utilizando estradas como avenidas, e a diferença de atenção entre um perfil e outro, e a combinação disso com a maior velocidade das rodovias, ajuda a explicar os números da acidentalidade.
“Embora a atuação da Emdec esteja focada no eixo urbano, o município mantém ações em parceria com as concessionárias para prevenir óbitos também nas rodovias. Inclusive durante o Movimento Maio Amarelo, lançado no início do mês, diversas atividades integradas estão sendo realizadas, incluindo blitze educativas para pedestres, motociclistas e condutores, peça teatral lúdica voltada ao público infantil e ações com óculos simuladores de embriaguez”, informou, em nota, a Emdec.
“Os dados recentes apontam que as mortes registradas em rodovias potencializam a alta dos índices. O aumento dos óbitos em rodovias, entre 2022 e 2023, foi de 7% (de 75 para 80), enquanto o crescimento dos óbitos nas vias urbanas foi de 4% (de 76 para 79). Campinas é cortada por cinco rodovias principais – Dom Pedro I (SP-65), Anhanguera (SP-330), Bandeirantes (SP-348), Santos Dumont (SP-075) e Adhemar Pereira de Barros (SP-340), utilizadas diariamente não só pela população local, mas também por moradores de municípios vizinhos que acessam a cidade”, pontua a Emdec.