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Aproximação entre setor de transporte de cargas e futuras lideranças governamentais pode acelerar modernização e investimentos

Diálogo institucional pode ampliar infraestrutura, segurança e competitividade no modal

Com a proximidade das eleições de 2026, o setor de transporte começa a intensificar o diálogo institucional em torno das prioridades que devem integrar a agenda das futuras lideranças governamentais. Para Antonio Luiz Leite, vice-presidente da NTC&Logística, diretor-presidente da PRIMAX e diretor político da FETCESP, a aproximação entre representantes do setor e o poder público é fundamental para construir soluções de longo prazo e ampliar a capacidade de investimento e modernização do transporte brasileiro.

A atividade transportadora ocupa uma posição estratégica na economia nacional, conectando indústrias, centros de distribuição, portos, produtores e consumidores. Segundo dados oficiais da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o modal rodoviário de cargas responde por cerca de 65% a 68,5% de toda a movimentação de mercadorias no Brasil. Por esse motivo, decisões relacionadas à infraestrutura, segurança, regulamentação, tecnologia e ambiente de negócios impactam diretamente a eficiência operacional e a competitividade das empresas.

Na avaliação de Antonio Luiz Leite, o período eleitoral representa uma oportunidade importante para apresentar às futuras lideranças as necessidades reais do setor e ampliar o entendimento sobre o papel do transporte no desenvolvimento econômico.

“O diálogo institucional precisa acontecer de forma permanente e responsável. O transporte está presente em praticamente todas as cadeias produtivas e, quando conseguimos aproximar o setor das futuras lideranças governamentais, criamos condições para discutir prioridades que impactam não apenas as empresas transportadoras, mas toda a economia”, afirma.

Entre os principais pontos que devem permanecer no centro das discussões estão a ampliação e modernização da infraestrutura logística, a melhoria das condições das rodovias, o fortalecimento da segurança no transporte de cargas, a redução de entraves burocráticos e a construção de um ambiente regulatório que ofereça maior previsibilidade às empresas.

A infraestrutura, em especial, continua sendo um dos principais fatores para o ganho de produtividade do setor. Investimentos em rodovias, portos, acessos logísticos e integração entre diferentes modais podem reduzir custos, melhorar os prazos das operações e ampliar a capacidade do país de receber novos empreendimentos.

Para o executivo, esse movimento também está diretamente relacionado à atração de investimentos e à geração de novos negócios: “Quando temos infraestrutura adequada, segurança jurídica e planejamento de longo prazo, criamos um ambiente mais favorável para que as empresas invistam, cresçam e desenvolvam novos projetos. O transporte precisa estar inserido nessa discussão porque é um elo fundamental para que esses investimentos efetivamente aconteçam”, destaca Leite.

Outro ponto considerado essencial é a segurança. Além do combate ao roubo de cargas, o setor convive com desafios relacionados à segurança viária, à proteção dos profissionais e à necessidade de tecnologias e políticas públicas capazes de reduzir riscos nas operações.

Nesse sentido, a aproximação com representantes do poder público também contribui para que as demandas sejam discutidas de forma técnica e conjunta, envolvendo entidades empresariais, órgãos reguladores e autoridades responsáveis pela formulação de políticas públicas.

Antonio Luiz Leite destaca que o diálogo institucional não deve estar vinculado a candidaturas específicas, mas à construção de compromissos capazes de atravessar diferentes governos e garantir continuidade aos projetos estruturantes do setor.

“Independentemente de quem ocupe os cargos públicos, precisamos estabelecer uma agenda de Estado para o transporte. Projetos de infraestrutura e modernização não podem depender apenas de ciclos eleitorais. São iniciativas que exigem planejamento, continuidade e visão de longo prazo”, afirma.

A modernização do transporte também passa pela incorporação de novas tecnologias, renovação de frota, digitalização de processos e busca por maior eficiência operacional. Para o executivo, políticas públicas que estimulem inovação e investimento podem acelerar essa transformação e aumentar a competitividade das empresas brasileiras.

A atuação conjunta das entidades representativas ganha relevância nesse cenário. Organizações como a CNT, a NTC&Logística e a FETCESP, além de sindicatos e federações do setor, têm promovido encontros e debates com representantes do poder público e lideranças políticas para apresentar os desafios enfrentados pelas empresas e contribuir para a construção de propostas relacionadas ao transporte rodoviário de cargas.

Para Antonio Luiz Leite, esse trabalho de representação é fundamental para que as decisões públicas estejam cada vez mais conectadas à realidade das operações: “Precisamos continuar levando informação, experiência e conhecimento técnico para o debate. Quanto maior for a proximidade entre quem formula as políticas públicas e quem vive diariamente os desafios do transporte, maiores serão as chances de construirmos soluções eficientes, modernas e capazes de gerar desenvolvimento”, conclui.

Fonte: Sala da Notícia

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