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PIB recua em junho, mas cresce 0,18% no 2º trimestre, indica prévia do BC

A atividade econômica brasileira encolheu 0,64% em junho, mas fechou o segundo trimestre em alta de 0,18%, na comparação com os três primeiros meses deste ano. Os dados foram divulgados hoje pelo IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), indicador do BC conhecido por antecipar o resultado do PIB (Produto Interno Bruto).

O que aconteceu
Prévia do BC indica que o PIB nacional recuou 0,64% em junho. O resultado interrompe a sequência positiva do indicador que antecipa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil. As expectativas do mercado financeiro apontavam para uma queda de 0,5% do IBC-Br.

Queda apurada retira o indicador do maior patamar da história. Com a baixa registrada no fechamento do segundo trimestre, a prévia do PIB recua aos 110,2 pontos na série dessazonalizada (livre de influências sazonais). Em abril e maio, o indicador figurava no maior nível da série histórica, iniciada em 2003 (110,9 pontos).

Piora da atividade econômica foi puxada pelo setor industrial. Responsável por cerca de 20% do PIB nacional, a atividade encolheu 1,35% em junho, na comparação com maio. O setor de serviços também apresentou desempenho negativo na comparação e encolheu 0,52%, enquanto a agropecuária avançou 0,96% no mês.

Atividade econômica avançou sustentada pela indústria no trimestre. Apesar da queda de junho, o desempenho do PIB apurado pelo BC superou o registrado nos primeiros meses deste ano em 0,18%. A alta é motivada, principalmente, pelo crescimento de 0,51% da indústria. A agropecuária cresceu 0,33% e os serviços recuaram 0,07% no período.

Demais comparações com o ano passado permanecem positivas. Na série sem ajuste, o BC indica que o desempenho da prévia do PIB é 2,35% superior ao registrado em junho de 2025. Já na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a atividade é 1,46% superior.

Dados confirmam perda de força da atividade econômica nacional. Para os analistas do mercado financeiro, o IBC-Br passa a transmitir o efeito adverso do elevado nível da taxa Selic, atualmente em 14% ao ano. “O resultado negativo de junho chancela a desaceleração esperada em decorrência do aperto monetário”, avalia Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos.

Esperamos a continuidade da desaceleração da economia, com o PIB variando 1,8% em 2026, o que, na nossa visão, permitirá o Copom a manter o ciclo de calibração da Selic, encerrando o ano a 13,25%.
André Valério, economista sênior do Inter

O que é o IBC-Br
Indicador é calculado a partir de uma base similar à do IBGE. Com divulgações mensais, a coleta de dados do Banco Central é classificada como a “prévia do PIB” por antecipar o andamento da atividade econômica. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apresenta os dados sobre o desempenho da economia apenas a cada período de três meses.

Resultado do primeiro trimestre teve diferença de 0,12 ponto percentual. Os dados oficiais do IBGE mostraram que o PIB brasileiro avançou 1,1% entre janeiro e março, na comparação com o último trimestre de 2025. No IBC-Br, foi contabilizado um avanço de 1,23% da atividade econômica no mesmo período. Ambos os resultados ainda podem ser atualizados.

Fonte: UOL

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