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Tráfego nas rodovias de São Paulo cresce 5,7% em 2026, enquanto fluxo cai no Rio de Janeiro

Levantamento da Veloe em parceria com a Fipe mostra aumento nas viagens em estradas paulistas, impulsionado por veículos leves, enquanto rodovias fluminenses registram retração no início do ano

O fluxo de veículos nas rodovias do estado de São Paulo apresentou crescimento de 5,7% no primeiro bimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento divulgado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento das viagens realizadas por veículos leves, que cresceram 6,2% no período. Já o fluxo de veículos pesados também apresentou alta, com variação positiva de 3,1%.

Na comparação mensal, considerando a série com ajuste sazonal, o tráfego nas rodovias paulistas registrou crescimento de 0,3% em fevereiro em relação a janeiro. O resultado foi influenciado pelo aumento de 0,4% no movimento de veículos leves, enquanto o fluxo de veículos pesados apresentou recuo de 0,5%.

Quando comparado a fevereiro de 2025, o tráfego agregado nas rodovias de São Paulo avançou 6%. Nesse recorte, as viagens de veículos leves cresceram 6,5%, enquanto o fluxo de veículos pesados registrou aumento de 2,9%.

No acumulado de 12 meses, o índice mostra expansão de 3,2% no fluxo total de veículos nas rodovias paulistas. O resultado foi sustentado pelo crescimento de 3,2% entre veículos leves e de 2,8% no tráfego de veículos pesados.

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) indicam ainda que o estado de São Paulo possuía 35.327.701 veículos registrados em janeiro de 2026, o equivalente a 27,3% de toda a frota nacional. O total representa aumento de 0,2% no mês, com crescimento de 3,1% no acumulado do ano e de 2,9% nos últimos 12 meses.

Os automóveis representam a maior parte da frota paulista, concentrando 58,8% dos veículos registrados. Em seguida aparecem motocicletas (16,9%), caminhonetes (6,5%), camionetas (5,2%), motonetas (4,0%) e caminhões (2,1%), além de outros tipos de veículos que somam 6,6%.

Em relação ao tipo de combustível, predominam os veículos flex, que podem utilizar gasolina ou etanol, representando 42,6% da frota. Os veículos movidos exclusivamente a gasolina correspondem a 41,6%. Já os movidos a diesel somam 6,4%, enquanto os veículos a etanol representam 5,2%. Modelos movidos a gás natural veicular (GNV) respondem por 0,8% e os elétricos ou híbridos por 0,6%.

A idade média da frota no estado é de 17,6 anos, sendo que 37,2% dos veículos têm mais de duas décadas de uso.

Queda no tráfego no Rio de Janeiro
Enquanto São Paulo registrou avanço no fluxo de veículos, o cenário foi diferente nas rodovias do estado do Rio de Janeiro.

Entre janeiro e fevereiro de 2026, o tráfego agregado nas rodovias fluminenses apresentou retração de 1% na série com ajuste sazonal. O recuo foi influenciado pela queda de 1,1% no fluxo de veículos pesados e de 0,8% entre veículos leves.

Na comparação com fevereiro de 2025, a redução foi ainda mais expressiva, com queda de 3,9% no fluxo total de veículos. O principal impacto veio do transporte de cargas, que registrou retração de 11,7% entre veículos pesados. Já o tráfego de veículos leves apresentou diminuição de 2,7%.

Considerando o acumulado do primeiro bimestre de 2026, o fluxo nas rodovias fluminenses caiu 3,2%. No recorte de 12 meses, a retração registrada foi de 1,2%.

Segundo dados da Senatran, o estado do Rio de Janeiro possuía 8.266.784 veículos registrados em janeiro de 2026, o equivalente a 6,4% da frota nacional. O número representa aumento de 0,3% no mês e crescimento de 4% no acumulado do ano.

A idade média da frota fluminense é de 17,2 anos.

Fonte: Diário da Guanabara

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