A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) enviou representantes para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em Belém do Pará entre 10 e 21 de novembro. O objetivo foi acompanhar as negociações e temas relacionados ao setor de transporte rodoviário de cargas (TRC).
A delegação da federação foi composta por Flávio Teixeira Júnior, coordenador do programa DESPOLUIR, e Ismael Rocha, Diretor de Marketing. Durante o evento, a atenção esteve voltada para temas como descarbonização do transporte, transição energética, combustíveis alternativos, infraestrutura para mobilidade sustentável, financiamento climático e políticas regulatórias.
Segundo Teixeira, um dos destaques foi o lançamento do Inventário Nacional de Emissões da CNT, que, em suas palavras, “trouxe uma radiografia sobre o impacto dos diferentes modais no Brasil”. O coordenador afirmou que a presença da FETCESP buscou posicionar o setor no debate climático. “Participar deste evento nos possibilitou acompanhar tendências globais, fortalecer relações institucionais e garantir que o transporte seja ouvido nos espaços onde se discutem políticas que impactam diretamente sua operação”, declarou.
Ismael Rocha avaliou que as discussões na conferência foram amplas e técnicas. Ele citou avanços no reconhecimento da necessidade de financiamento para a transição energética, mas apontou que persistem desafios para alcançar consensos globais, como na questão da eliminação de combustíveis fósseis. “A conferência reforçou a urgência do tema e mostrou que os países estão cada vez mais pressionados a agir de forma coordenada”, disse.
Os representantes da FETCESP afirmaram que a transição energética para o setor deve ser gradual e economicamente viável. Eles citam como caminhos a adoção de combustíveis renováveis, programas de renovação de frota e iniciativas como o Programa Despoluir, o PremiAR e a Aliança Transporte Sustentável. “Esses programas, somados às tendências observadas na COP 30, reforçam que o trabalho do transporte de cargas consiste na construção de um setor mais eficiente, moderno e ambientalmente responsável”, concluiu Teixeira.
Fonte: Frota&Cia