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Vendas de implementos têm queda de 11%.

 

 

Os fabricantes de implementos rodoviários registraram queda de quase 11% nas vendas entre janeiro e setembro de 2014, na comparação com o mesmo período de 2013. Nestes nove meses foram emplacadas 116.976 unidades, contra 131.402 em idêntico intervalo do ano passado, somando veículos rebocados e implementações sobre chassis. A retração é pouco menor do que a registrada no mercado de caminhões, que acumula recuo de 13,9%.

– Veja aqui os dados divulgados pela Anfir O segmento pesado, de reboques e semirreboques, apresentou queda de 17,8% de janeiro a setembro de 2014.

No período a indústria produziu 42.038 unidades contra 51.174 no mesmo período do ano passado. No segmento leve, de carrocerias sobre chassis, o declínio foi de 6,59%, com 74.938 unidades ante 80.228 no mesmo período de 2013.

Diante do quadro de desaquecimento acima do que era esperado, a Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) avalia que sua projeção, que previa retração de 10% para 2014, poderá se aprofundar. “Estamos vivendo uma queda na atividade econômica muito elevada e isso tem reflexos diretos na venda de implementos rodoviários”, avaliou em nota Alcides Braga, presidente da entidade. “A dinâmica da economia no período atual impede que se faça qualquer previsão mais precisa”, completou.

Ainda assim, a Anfir espera pelo efeito positivo de duas medidas do governo federal no campo do financiamento de bens de capital. Uma delas foi a ampliação da parcela financiável de implementos rodoviários pela linha PSI/Finame do BNDES. O porcentual anterior era de 80% para empresas com receita operacional bruta (ROB) acima de R$ 90 milhões ao ano e 90% para companhias com ROB igual ou inferior a esse valor. A mudança ampliou o financiamento para 100%, com juros anuais de 6%. A outra foi a publicação, em 2 de setembro, da Circular nº 37 do BNDES, que coloca à disposição do programa Procaminhoneiro o leasing para compra de implementos, caminhões e demais produtos. O benefício é destinado a caminhoneiros autônomos, micro e pequenos empresários e vai operar com taxa anual de 6%.

“Essas duas medidas específicas de incentivo ao mercado poderão minimizar as perdas da indústria, porém sem reverter por completo o quadro de retração”, explica Mario Rinaldi, diretor executivo da Anfir.

Fonte: Automotive Business.

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