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Vendas de implementos têm o melhor janeiro desde 2015

A indústria de implementos rodoviários começou 2021 com bons resultados. Em janeiro, 11.270 unidades foram vendidas. Assim, esse volume é o maior para o mês de janeiro desde 2015. De acordo com dados da Anfir, a associação que representa as indústrias do setor.

Presidente da Anfir, Norberto Fabris diz que o primeiro mês do ano costuma ser o menos expressivo em vendas. “No entanto, a pandemia alterou o ritmo dos negócios no setor”, afirma.

Segundo a Anfir, por segmento o total de emplacamentos de implementos pesados (roboques e semirreboques) foi de 6.728 unidades em janeiro. Ou seja, houve alta de 45% na comparação com as 4.646 vendas em janeiro de 2019.

De acordo com a Anfir, no primeiro mês do ano foram emplacados 1.816 basculantes. Além disso, 255 porta conteiners, 1276 graneleiros/carga seca, 206 canavieiros e 785 baús de carga seca.

No segmento de leves (carrocerias sobre chassi), a indústria vendeu 4.542 unidades. Nesse sentido, houve alta de 14,58% ante os 3.964 implementos vendidos em igual período de 2020.

Em janeiro, a indústria emplacou 1.087 graneleiros, 2.089 baús alumínios, 477 basculantes. Assim também, foram 63 betoneiras e 28 baús lonados.

 

Crescimento de 10% em 2021

De acordo com a Anfir, a expectativa é que haja crescimento de até 10% nas vendas de implementos em 2021. “Mais segmentos devem se juntar a esses pilares da recuperação do setor e também vão reagir positivamente” diz Fabris.

A indústria de implementos rodoviários fechou 2020 em estabilidade no Brasil. Os emplacamentos somaram 122 mil unidades. Ou seja, houve alta de 0,77% ante os 121 mil equipamentos vendidos em 2019.

O resultado  mostra como o mercado reagiu em alguns segmentos com a estabilização das perdas do começo do ano passado. Segundo análise do setor.

Em entrevista exclusiva ao Estradão, o presidente da Anfir disse que em 2021 o protagonismo será da linha de leves. Segundo ele, o maior desafio será suportar a pressão causada pelas altas de preços.

“O dólar até que se desvalorizou um pouco”, afirma Fabris. Segundo ele, as usinas fabricantes de aço também devem segurar os aumentos. “A briga é para segurar a inflação e essa pressão de preços”, diz.

 

Fonte: Estadão

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