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Suspeitos de venda de CNHs falsas são presos em Regente Feijó

 

Durante uma operação, na manhã desta quarta-feira (31), a Polícia Civil prendeu preventivamente três homens, de 26, 39 e 48 anos, que são suspeitos de vender Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) falsificadas, em Regente Feijó. Conforme as informações do delegado responsável pelo caso, Claudinei Alves, os indivíduos comercializavam cada um dos falsos documentos por até R$ 4 mil.

As investigações sobre o crime tiveram início em março deste ano, após a Polícia Civil receber denúncias. “Uma pessoa compareceu à delegacia, com uma CNH que havia comprado, e fez a denúncia. A partir de então, foi instaurado o inquérito policial”, explicou o delegado.

Foram expedidos pela Justiça mandados de busca e apreensão e prisão preventiva dos envolvidos.

Dois dos envolvidos, de 39 e 48 anos, são moradores de Regente Feijó. O mais velho deles trata-se de José Henrique Gomes, que é ex-instrutor de autoescola e candidato a vereador nas eleições municipais deste ano pelo PSDB.

Conforme as informações policiais, a esposa de Gomes também foi presa por uso de documento falso, pois ela utilizava uma CNH ilegal. O autor chegava a usar a mulher como “exemplo” de que seu produto era “confiável”, segundo a polícia. A mulher foi liberada para responder ao crime em liberdade.

 

Na casa do rapaz de 26 anos, em Presidente Prudente, foram encontradas cópias de documentos, fotos e assinaturas que a polícia acredita ser usadas para a confecção das carteiras. Notebooks também estavam na residência deste suspeito, segundo a Polícia Civil. Ele se apresentava para as pessoas como policial federal, residente em São Paulo (SP), segundo a polícia.

Os indícios de falsificação dos documentos, segundo a Polícia Civil, podem ser percebidos através do papel usado na impressão, que não é o mesmo do original. As fotos de identificação ficaram deformadas. Entretanto, todos os documentos apreendidos passarão por perícia.

Nestas buscas, foram apreendidos sete documentos, porém, mais dezenas deles estão “em circulação”, conforme o delegado. “As pessoas que compraram vão responder por uso de documento público falso. Nós sugerimos para que estas pessoas, que tenham adquirido esses produtos, façam a entrega espontaneamente e não os utilizem, pois podem responder criminalmente diante disso”, ressaltou o profissional ao G1.

Os três homens presos deverão responder por falsificação de documento público, estelionato e organização criminosa. “Vamos tentar definir qual a participação de cada um no crime e onde eles buscavam ou fabricavam esses documentos falsos”, ressaltou Dias.

Defesa

O advogado Marcélio de Paulo Melchor, responsável pela defesa do rapaz de 26 anos, informou ao G1 que seu cliente “somente se manifestará na Justiça”.

O advogado Helton Honorato de Souza, contratado para atuar na defesa de José Henrique Gomes, afirmou ao G1 que pretende ter acesso aos autos e tomar conhecimento das acusações feitas contra seu cliente para depois se posicionar sobre o caso.

Já o advogado Lussandro Luís Gualdi Malacrida, que responde pelo homem de 39 anos, contou ao G1 que seu cliente “não teve participação nenhuma” no caso. “Ele na verdade tomou conhecimento por um outro colega de que havia essa possibilidade de fazer essa CNH e simplesmente apresentou – inclusive, um é o pai e o outro é um tio – e as tratativas todas foram feitas com os outros acusados. Ele não teve participação nenhuma. Ele não teve nenhuma contribuição financeira por conta disso. Ele não sabe nem como é feito nem que ponto que é. Simplesmente ele conheceu um dos acusados, que foi um que lhe ajudou a tirar carta de habilitação que ele tem normalmente, e aí por conta disso simplesmente apresentou para esses dois. A única ligação que ele teve foi em relação a isso. Mas recebimento financeiro ele não teve participação nenhuma nisso”, declarou.

Fonte: G1.

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