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SP: número de multas dispara após criação de faixas exclusivas de ônibus.

Uma mudança no trânsito da maior cidade brasileira fez o número de multas disparar este ano. A invasão às faixas exclusivas de ônibus é uma das infrações que mais aumentaram em São Paulo.
Nos dez primeiros meses deste ano, a Companhia de Engenharia de Trânsito de São Paulo (CET-SP) aplicou um milhão de multas a mais do que no mesmo período do ano passado.
Olhos atentos e caneta na mão. Quem não andar na linha é multado.
“Poderia ter um pouquinho mais de tolerância, mas não tem, né?”, reclama um motorista.
“Tem que tomar cuidado. Pagar multa é dinheiro jogado no bueiro”, diz outro condutor.
De janeiro a outubro deste ano, a Companhia de Engenharia de Tráfego aplicou mais de 8,3 milhões de multas na cidade de São Paulo – 13% a mais do que no mesmo período do ano passado.
As infrações que aparecem no topo da lista são: excesso de velocidade, desrespeitar o rodízio, estacionamento proibido e transitar por faixas e corredores exclusivos.
Só este ano, a cidade de São Paulo ganhou 275 km de novas faixas exclusivas para os ônibus. Mais que o dobro do que existia até o ano passado. Elas ficam à direita da pista. O problema é que muitos motoristas, porque não se acostumaram ou querem mesmo fugir do trânsito, acabam circulando por onde é proibido.
A CET informa que, além dos 1.800 agentes de trânsito e de quase 600 equipamentos eletrônicos para a fiscalização, agora conta com o reforço da empresa que cuida do transporte público de São Paulo: 690 fiscais da SPTrans foram credenciados para multar quem desrespeitar as faixas exclusivas para ônibus.
“Hoje em dia parece que tem mais carro do que pedestre e a quantidade de pessoas que faz coisa errada é muito maior”, reclama um motorista.
Um número que caiu foi o de pessoas flagradas dirigindo e falando ao telefone ao mesmo tempo. Mas ainda tem muita gente em São Paulo com uma mão na direção e outra no celular: são mais de 1 mil multas por dia, 310 mil emitidas este ano. E não é difícil achar quem continua se arriscando.
“Só quando para que eu fico no telefone”, justifica uma motorista.
“Rápido, mas falando. É bastante perigoso”, admite outro condutor pego em flagrante pela reportagem.
Também aumentaram bastante as multas para motoristas que não fizeram a inspeção ambiental, o que pode ser explicado pela confusão que houve entre a empresa responsável pela vistoria e a prefeitura. A vistoria chegou a ser suspensa e depois voltou a valer. Outra multa que cresceu foi a de falta de cinto de segurança. E isso é um grande perigo para o motorista.
Fonte: G1.

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