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Prefeitos da Baixada Santista temem caos nas estradas.

Os planos do Governo Federal para o escoamento da safra agrícola pelo Porto de Santos também foram apresentados pelo ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, aos prefeitos da região. Os chefes do Executivo de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB) e Cubatão, Márcia Rosa (PT), se reuniram separadamente com o titular da Secretaria de Portos (SEP), durante sua visita a Santos, na última quinta-feira.
Silveira esteve em Santos para tratar do escoamento da safra agrícola no complexo santista. Com a previsão de aumento na movimentação de cargas, as atenções se voltam à chegada das commodities à região. No primeiro trimestre do ano passado, a vinda desses carregamentos ocorreu, em sua maioria, de forma descontrolada,  ocasionando congestionamentos nas estradas de acesso ao Porto.
Para evitar novos problemas, o chefe da SEP apresentou seus planos para a implantação de pátios reguladores no planalto paulista e a necessidade de acompanhamento em tempo real do transporte das mercadorias, desde a origem, nas zonas produtoras, até o cais santista.
“O prefeito (de Santos, Paulo Alexandre Barbosa) manifestou preocupação em relação às punições aos terminais que descumprirem as normas estipuladas pela Codesp, já que, no ano passado, a tarefa de autuar ficou a cargo da Prefeitura”, afirmou o secretário municipal de Assuntos Portuários e Marítimos, José Eduardo Lopes, que também participou da reunião.
Sobre essa questão, o ministro destacou o período de consulta pública para a definição dos valores das multas a serem aplicadas às instalações que chamarem mais caminhões do que podem receber. O valor proposto pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) varia entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por veículo irregular.
“Por hora, há o regramento da Codesp e os três servidores da Antaq em Santos, que não sei se serão suficientes para fiscalizar as operações. Mas, basicamente, a novidade desta safra é a multa, que, como o ministro disse, pode servir de exemplo para as empresas que descumprirem as regras”, destacou Lopes.
Em seu encontro com o titular da SEP, a prefeita de Cubatão, Márcia Rosa, expressou sua preocupação com os congestionamentos em sua cidade e já marcou um novo encontro com Silveira na próxima terça-feira, em Brasília. Seu objetivo é discutir a proposta da Via Porto Indústria – uma estrada de 11,2 quilômetros de extensão que criará um novo acesso entre as margens Direita (Santos) e Esquerda (Guarujá) do complexo, tirando os caminhões da rodovia Cônego Domênico Rangoni, que corta Cubatão e é, hoje, o principal caminho para os terminais quarujaenses.
A prefeita de Cubatão ainda pediu ao ministro a inclusão de um levantamento pluviométrico no sistema de agendamento de caminhões. A ideia é ampliar os esforços para impedir congestionamentos em períodos chuvosos. No ano passado, em um dos dias em que as filas de caminhões se formaram e uma forte tempestade caiu na região, ambulâncias e viaturas do Corpo de Bombeiros demoraram até cinco horas para socorrer moradores de regiões alagadas.
“Esta é uma preocupação que dura o ano inteiro. O que eu não quero é ver de novo o que aconteceu no ano passado, quando Cubatão, a região, o Porto e o Brasil pararam por conta desses congestionamentos”, destacou a prefeita.
Sobre os planos da SEP, a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, considerou que o controle dos caminhões e a criação de pátios reguladores no planalto são boas medidas para toda a região.
“Se fizermos o controle adequado de cada órgão, e se cada um cumprir a sua parte, certamente os impactos serão minimizados. Além disso, grande parte do que estudamos no ano passado, apresentamos como processo de reflexão e já está sendo implantado neste ano”, declarou a chefe do Executivo.
Fonte: A Tribuna (Santos).

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