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Preço da gasolina e diesel sobem 4% e 8%, respectivamente.

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Especialistas calculam um aumento da gasolina de 2,8 a 3% e do diesel de 6% na bomba; cálculo da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística aponta aumento médio de 2,05% no frete de médias distâncias e 2,24% para quilometragens longas
O reajuste no preço da gasolina e do diesel, anunciado na última sexta-feira (29/11) pela Petrobras, já está pesando no bolso do consumidor. No dia após o reajuste, vários postos de combustível já exibiam valores mais altos, o que pode influenciar até as compras de Natal por afetar diretamente o valor do frete.
O aumento foi decidido durante a reunião do conselho de administração da Petrobrás marcada para discutir a proposta de nova metodologia de precificação, que prevê correções periódicas dos preços com base nas taxas de câmbio e nas cotações do petróleo no mercado internacional. Mas a empresa não detalhou a metodologia, apenas comunicou a aprovação de uma política de preços, com parâmetros estritamente internos à companhia.
Apesar de não divulgar uma expectativa de qual será o impacto do reajuste nos postos de combustíveis, especialistas calculam um aumento da gasolina de 2,8 a 3% e do diesel de 6% na bomba.
Na inflação oficial, o impacto total da alta dos combustíveis deve ser de 0,12 ponto percentual no IPCA de dezembro.
O percentual da elevação média do preço da gasolina nas refinarias no País é de 4%. Já o preço do óleo diesel subiu 8%, atendendo aos princípios de uma nova política de preços da estatal.
Em Porto Alegre (RS), por exemplo, o litro da gasolina comum está custando R$ 2,98. A alta dos preços já pode ser sentida também em capitais como Goiânia (GO) e Salvador (BA).
O reajuste também afetou o mercado na bolsa de valores. Por volta de 11h15 desta segunda-feira (2/12), a ação ordinária da Petrobrás cedia 8,19% e a preferencial recuava 6,38%, ambas no topo da lista de maiores baixas do Ibovespa. O índice, no mesmo momento, cedia 1,42%, aos 51.757 pontos.
Impacto no frete.
O Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) analisou o impacto que isso geraria no frete. O estudo levou em conta o aumento de 7% na bomba, pois, segundo Neuto Gonçalves dos Reis, diretor técnico da NTC&Logística, o reajuste de 8% é válido apenas para o preço da refinaria e nem todo o aumento chegará às bombas.
Com isso, o cálculo considerou o consumo de combustível de um caminhão trator 4×2 tracionando carreta furgão de três eixos, com capacidade para 26,2 toneladas de carga.
“A previsão é que o custo tenha um aumento médio de 2,05% (distâncias de 800 quilômetros), mas o número pode variar para mais ou para menos de acordo com a distância percorrida pelo veículo”, explica Neuto. Para quilometragens longas (2,4 mil quilômetros), o aumento pode chegar a 2,24%.
Ainda de acordo com o estudo, o custo do caminhão pesado poderá sofrer um impacto de 0,73% quando o trajeto for de 50 quilômetros, 1,83% em um trajeto médio de 400 quilômetros e 2,30% quando o trajeto for muito longo. Deve-se levar em consideração que estes valores foram baseados em carga lotação e, dependendo da operação, a representatividade do combustível varia de 15% a 40%.
Já nas operações urbanas ou rotas curtas, o combustível pode representar entre 15 e 20% do custo de operação. Em uma operação rodoviária, o peso do combustível pode subir para 40% ou mais.
Fonte: Portal Transporta Brasil.

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