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Pedágio mais alto aumenta chance de sucesso em concessão de rodovias.

As chances de sucesso nos próximos leilões de rodovias federais aumentaram consideravelmente, na avaliação de empreiteiras interessadas na disputa, depois de novos ajustes feitos pelo governo. O grande teste ocorrerá no dia 27 de novembro, com a licitação da BR-163, no Mato Grosso. Foi definida uma tarifa máxima de pedágio de R$ 5,50 por cada 100 quilômetros. Vence quem oferecer o maior deságio.
Em conversas com o governo, as empresas diziam que somente esse valor – alcançado após intensas negociações com o Ministério dos Transportes e a Casa Civil – garantiria a presença de concorrentes no próximo leilão.
No lote encabeçado pela BR-060, que contempla a ligação rodoviária Brasília-Goiânia e trechos de outras duas estradas, a tarifa-teto subiu para R$ 5,90 por cada 100 quilômetros. Esse valor ainda fica em torno de 15% abaixo do nível desejado pelas empresas. A avaliação dos investidores é que, com isso, pode haver menos concorrentes e foi reduzido o espaço para grandes deságios nas propostas. Pouca gente, no entanto, vê o risco de falta de interessados. A licitação está marcado para o dia 4 de dezembro.
Outro fator valorizado pelas empreiteiras é que as duas concessões ficaram para depois do leilão dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG). A disputa pelos aeroportos, principalmente o Galeão, é considerada prioridade máxima para a maioria das construtoras. Muitas temiam o “risco” de vencer um dos leilões de rodovias e ficar com garantias patrimoniais comprometidas, em seus balanços, para a concorrência nos aeroportos. Por isso, ficaram satisfeitas com o novo cronograma e afirmam que vão se sentir livres para fazer propostas mais agressivas nas rodovias, caso não levem nenhum aeroporto.
Nos bastidores, os empresários elogiam o diálogo aberto com o Palácio do Planalto nas últimas semanas e afirmam que o ponto de inflexão foi o fracasso na tentativa de leiloar a BR-262, entre o Espírito Santo e Minas Gerais. Em setembro, a concessão da rodovia não recebeu nenhuma oferta, enquanto a licitação da BR-050 teve oito consórcios na disputa e 42% de deságio.
Nos estudos aprovados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), as tarifas máximas de pedágio para os dois próximos leilões eram menores, mas o governo fez ajustes adicionais. Reduziu a previsão de crescimento do PIB e o impacto que cada ponto percentual de expansão da economia tem sobre o fluxo de veículos. Também reconheceu um risco de engenharia que aumenta em 0,5% o valor previsto de investimentos nas obras.
Fonte: Valor Econômico.

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