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Pedágio ‘free flow’ deve saltar de duas para oito concessões em SP, aponta estudo

Em todo o país, já há concessões com essa modalidade de cobrança também nos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro

Com o avanço do pedágio “free flow”, São Paulo deverá ter um aumento de duas para oito concessões rodoviárias com esse tipo de sistema, considerando contratos estaduais e federais. Até 2030, o número de pórticos (que fazem a leitura para a cobrança) no Estado deve subir de 3 para pelo menos 79, segundo levantamento da L.E.K. Consulting.

Em todo o país, já há concessões com essa modalidade de cobrança também nos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O sistema, que cobra o usuário por quilometragem rodada e sem necessidade de praças de pedágio, apenas com a leitura através de pórticos, tem sido adotado nas novas concessões federais e na maior parte dos Estados.

Apesar de a inovação ser bem vista pelo setor, há também desafios, destaca Clayton Souza, sócio da L.E.K. Consulting. “Uma barreira é o patamar de investimentos para implementar os pórticos, que é substancial. Dependendo do nível de tráfego, nem sempre faz sentido. Às vezes, uma nova tecnologia de autoatendimento é mais vantajosa. Além disso, tem o aspecto da cobrança, algumas concessionárias têm preocupação com o aumento da inadimplência”, afirma.

No caso da inclusão do sistema de “free flow” em contratos já existentes, também há mais dificuldade, diz ele. “Depende também de questões contratuais, quando não tem previsão explícita, depende de discussões com o regulador.”

Ao mesmo tempo, o modelo traz vantagens operacionais e permite inovações na cobrança. “Algumas novas possibilidades se abrem, como o modelo de tarifa dinâmica baseada em fluxo de veículos, com horários de pico mais caros. E uma vez que não tem a praça de pedágio, há uma otimização de quadros de pessoal e renovação da estrutura física”, afirma.

Fonte: Valor Econômico

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