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O que o pós-pandemia diz para o setor de distribuição e logística de saúde

Transformações ágeis bem-sucedidas normalmente entregam cerca de 30% de ganhos em eficiência, satisfação do cliente, engajamento e desempenho

Há praticamente dois anos tivemos de ressignificar nosso modo de vida, um dos principais impactos causados pela pandemia do novo coronavírus. Na área da saúde principalmente, o tempo se tornou oponente e todos os setores, desde hospitais, clínicas, laboratórios, distribuidores, operadores logísticos e indústrias, tiveram de se readaptar e remodelar para conseguir o mais importante: salvar vidas.

Foi nesse cenário que a cadeia de distribuição e logística, mais do que nunca, se provou essencial para o processo. E não podemos permitir que, depois de tantos aprendizados, o futuro deste setor se torne obsoleto e as grandes inovações que fizemos parem por aí. Planejamento, gestão, tecnologia e inovação precisam ser medidos e inseridos no curto, médio e longo prazo.

Uma pesquisa realizada pela McKinsey em setembro de 2021, sobre o impacto da agilidade e moldar a organização para competir, mostra que transformações ágeis altamente bem-sucedidas normalmente entregam cerca de 30% de ganhos em eficiência, satisfação do cliente, engajamento dos funcionários e desempenho operacional. Além disso, tornam a organização de cinco a dez vezes mais rápida, turbinando a inovação.

O grande exemplo da pandemia é a importância da gestão de estoques, principalmente dos hospitais, que inclusive, possuem um dos m² mais valorizados. Quando há um sistema de distribuição e armazenagem eficiente, esse espaço é liberado fazendo com que o hospital consiga focar no seu core, aumentando a capacidade de atendimento ao paciente. Foi de uma hora para a outra, mesmo acompanhando os efeitos devastadores da pandemia em outros países, a necessidade de reestabelecer locais, ampliar o número de leitos e organizar toda uma estrutura fidedigna de batalha, lidando ainda com questões burocráticas, mas sem deixar de atender os pacientes, que é sempre o que mais importa. Mas ainda é preciso avançar!

E não existe um segredo específico para esse novo tempo, mas existem caminhos que devem ser percorridos, sendo um deles, e talvez um dos mais importantes, com a própria tecnologia. Esse é o tema que aborda todas as discussões de presente e futuro, e por onde passam grandes soluções para um mercado imprescindível como a distribuição e logística. Digitalização de documentos, portais de customer care, previsão de demanda por softwares VMI, automação de armazéns, enfim são infinitas as possibilidades de melhoria para uma gestão mais ágil e eficiente, em busca de resultados positivos para todo o setor e, principalmente, para o país.

Além disso, empresas que também investem em um portfólio completo somado a capacidade de praticar o princípio da disponibilidade, ou seja, medicamento e material hospitalar no local e no momento que precisa ser consumido, tem ajudado os hospitais a simplificar a complexa cadeia de suprimentos hospitalares que gerenciam mais de 20.000 sku’s (tipos de produto).

Não podemos esquecer que o Brasil é um país de dimensões continentais, com mais de 8,5 milhões de km2, um gigante territorial com variações climáticas significativas e grandes obstáculos. Por isso, além do olhar para inovação, é preciso investir em infraestrutura, pois, no momento em que o transporte aéreo foi afetado de forma significativa, foi o modal rodoviário que sustentou e ocupou papel de protagonista na pandemia.

O mundo estará sempre em evolução, mas precisamos acompanhar essas transformações e, com os aprendizados da pandemia, reforçar o mais importante de toda a cadeia da saúde: o cuidado com cada vida.

*Lúcio Bueno é diretor superintendente de distribuição e logística da Viveo (VVEO3), ecossistema que conecta soluções e serviços para a saúde, com mais de 18 empresas em seu portfólio, como Mafra Hospitalar, Healthlog, Tecnocold Vacinas, Cremer, Far.me, entre outras.

Fonte: Exame

Imagem: Fotos Públicas/Andrea Piacquadi

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