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Fórum de governadores pede ao governo federal medidas de restrição em âmbito nacional

Apelo é para que a União restrinja o funcionamento de serviços como aeroportos, portos, rodovias e ferrovias, com exceção do transporte de cargas e de serviços essenciais.

O Fórum Nacional de Governadores enviou neste domingo (14) uma carta ao Ministério da Saúde solicitando que o governo federal adote medidas restritivas em âmbito nacional diante do agravamento da pandemia de Covid-19 no país.

Os governadores pedem, por exemplo, a implementação de medidas relacionadas ao funcionamento de aeroportos, portos, rodovias e ferrovias do país, com exceção das que possam afetar o transporte de carga e os serviços considerados essenciais. O objetivo é conter o avanço do contágio da doença no Brasil.

O país registrou 1.111 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou neste domingo 278.327 óbitos. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.832, novamente um recorde. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +50%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

“Os governadores dos entes federados brasileiros, ao considerarem a gravidade da pandemia que acomete todas as regiões do país, solicitam o apoio desse Ministério, visando à coordenação e adoção de medidas em âmbito federal, com o fito de conter o coronavírus e reduzir adoecimento, internações e óbitos de brasileiros”, diz o documento dirigido ao ministro Eduardo Pazuello.

A carta é assinada pelo governador do Piauí, Wellington Dias, que é coordenador no fórum da temática de vacina contra Covid-19.

“O presente apelo faz-se imperioso no atual contexto de agravamento da pandemia, situação que deve perdurar até maio, quando esperanças renovadas sobrevirão com o término da Fase 1 do Programa Nacional de Imunização, previsto para abril, garantindo, assim, os efeitos da vacina sobre o grupo de maior risco”, escreveu Dias.

O envio da carta ocorre em meio à articulação para a substituição do ministro Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, se reuniu neste domingo com a médica cardiologista Ludhmila Hajjar no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, em Brasília.

O nome dela é defendido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que é uma das principais lideranças do Centrão, bloco de partidos que integra a base aliada do governo.

Regulamentação de lei

O grupo de governadores também divulgou uma nota pública em que pede que o governo federal regulamente com urgência a lei que autoriza estados e municípios a comprarem vacina.

No sábado (13), o consórcio de governadores do Nordeste formalizou a compra de 37 milhões de doses da vacina russa Sputnik V.

No documento, os governadores reforçam o pedido para que a distribuição das vacinas seja por meio do Plano Nacional de Imunização, de forma a garantir a aplicação gratuita.

Fonte: G1

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