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Falta de laudo ameaça prazo para o Rodoanel.

SPMar, concessionária responsável pela construção do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, admite ter de readequar o cronograma de entrega do viário – previsto para março de 2014 – por conta do atraso na liberação das obras de transposição da linha férrea em Ribeirão Pires, na altura da Avenida Humberto de Campos. As intervenções no local dependem de aval da empresa MRS Logística, que detém concessão de parte da área ferroviária. A licença para os trabalhos estava prevista para o fim do mês passado, o que não aconteceu.
Segundo a SPMar, mesmo com o estrangulamento no cronograma de obras em aproximadamente dez dias, ainda é possível medir esforços para a entrega da rodovia dentro do prazo previsto. Porém, a empresa informou que, caso a liberação para entrada na área não seja realizada até quinta-feira, será necessária a postergação da data estimada para a conclusão do viário.
A concessionária informou que recebeu há três semanas comunicado da MRS Logística, por e-mail, que garantia a aprovação do projeto. No entanto, o início dos trabalhos no local ainda depende do recebimento do Termo de Autorização de Interferência, documento que depois de redigido deve ser encaminhado para aprovação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). A entidade federal foi procurada para informar se o pedido foi recebido e qual a previsão de liberação, mas, até o fechamento desta edição, a equipe do Diário não recebeu retorno sobre os questionamentos. A MRS Logística também não se pronunciou sobre o assunto.
Sem o alvará para começar a construção do túnel, a SPMar alega que registra prejuízo por conta da demora para liberação das obras. De acordo com a concessionária, há custo de R$ 11 milhões por mês em equipamentos alugados e trabalhadores alocados e parados que aguardam as autorizações para início das intervenções. Portanto, a empresa soma deficit de pelo menos R$ 66 milhões devido à demora da autorização dos serviços.
A SPMar ressaltou que todo o investimento financeiro aplicado na construção do Trecho Leste do Rodoanel está sendo realizado por capital próprio dos acionistas e financiamentos com garantias, tudo sem onerar em um centavo os cofres públicos. O complexo viário – que passa por Mauá, Ribeirão Pires, Arujá, Itaquaquecetuba, Poá e Suzano – recebe R$ 3,2 bilhões de investimentos, aplicados na construção, desapropriações, reassentamentos e projetos ambientais, todos feitos pela iniciativa privada.
ENFILAGEM
A obra que está emperrada por falta de licença da MRS Logística é denominada tecnicamente como enfilagem, que é um processo não destrutivo onde são implantadas estruturas de suporte no solo (paredes de apoio) e posteriormente ocorre a escavação para passagem dos veículos, preservando as condições da estrutura acima, que no caso é a linha férrea.
Fonte: Diário do Grande ABC.

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