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Fabricantes de implementos crescem 30% no 1º bimestre, aponta associação

Presidente da Anfir diz que setor mantém expectativa de crescimento em 2021, mas sofre com ameaça de novos reajustes do aço

Os fabricantes de implementos rodoviários mantiveram o ritmo de crescimento no começo de 2021 e ainda não sentiram, pelo menos até o fim de fevereiro, qualquer efeito da piora da pandemia da covid-19 no Brasil. No acumulado do primeiro bimestre, o setor atingiu alta de 29,84% no volume de emplacamentos na comparação anual, somando 22.358 unidades, segundo números divulgados nesta segunda-feira pela Anfir, entidade que reúne cerca de 150 fabricantes de vários portes e instalados em diversos estados do país. Os emplacamentos em fevereiro ficaram praticamente estáveis sobre janeiro, 11.088 unidades no mês passado contra 11.270 no anterior.

Por segmento, os fabricantes de reboques e semirreboques cresceram 47% no primeiro bimestre, com 13.323 unidades emplacadas. No mesmo período do ano passado foram 9.050 implementos entregues. Em fevereiro foram emplacadas 6.595 unidades, número também estável em relação aos 6.728 implementos entregues em janeiro. No segmento de leves, o desempenho no bimestre apresenta alta de 10,6%. Foram 9.035 produtos nos dois primeiros meses contra 8.169 emplacamentos no mesmo período de 2020. Em fevereiro foram emplacadas 4.493 unidades, contra 4.542 produtos em janeiro.

Para o presidente da Anfir, Norberto Fabris, o setor mantém a expectativa de crescimento em 2021, mas sofre com a ameaça de novos reajustes do aço. A inflação de um dos principais insumos do setor é a maior preocupação neste momento. “O aço teve aumento superior a 80% em 2020 e a maior parte desse custo não foi repassado a cliente final”, informou

O dirigente alerta que novos reajustes das siderúrgicas podem comprometer a retomada vivida pelo setor após os anos de crise em meados da década passada. Em 2020, o setor passou por três momentos bem distintos: começou o ano com bom crescimento no acumulado até março, depois enfrentou a forte retração do segundo trimestre por conta das medidas de restrição contra a pandemia e, por fim, um segundo semestre de recuperação, que foi se acelerando até dezembro. Os fabricantes fecharam 2020 com crescimento de 0,77%, com 121,9 mil unidades.

Fonte: Valor Econômico

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