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Dimensão territorial é principal entrave para o setor logístico brasileiro

 

Nas últimas duas décadas, o Brasil teve que enfrentar uma série de desafios para garantir os investimentos em infraestrutura necessários para um crescimento econômico sustentável, principalmente por conta de suas dimensões continentais. Ainda assim, o País se destaca quando comparado a vizinhos do bloco econômico, permitindo que metas nacionais sejam comparáveis ao patamar de países europeus, EUA e China.

A análise é feita por Oliver Resende, gerente de território da MKS Marksell, empresa brasileira líder no segmento de plataformas elevatórias de cargas e niveladoras de doca com operações em toda América Latina, América Central, África e Europa.

“O baixo nível de investimentos em infraestrutura dos últimos 20 anos deteriorou a economia do País e incapacitou-o de gerar poupança para financiar o investimento necessário nos anos que seguiram. Isso provocou elevação dos custos gerais da economia, com perdas substanciais de competitividade interna e externa causada por ineficiências na produção e dos serviços de logística/transportes. O governo, ciente dessa precariedade, lançou em 2007 o PAC com o objetivo de reduzir as deficiências do Brasil em quatro áreas principais: saneamento, logística, energia e habitação. A economia brasileira e a carência do país em infraestrutura logística vêm levando o governo brasileiro a priorizar exatamente o setor de transportes no PAC”, explica.

Segundo Resende, o problema e o desafio para o setor logístico no Brasil estão no processo de distribuição, ou seja, no trajeto das fábricas até o cliente final. Ele conta que a etapa de distribuição deve ser analisada com afinco, já que envolve mais do que carregar e descarregar mercadorias.

“Esse processo tem um alto grau de complexidade e é estratégico para a economia de um país. O grande desafio da área de logística é descobrir e selecionar o melhor modal a ser utilizado para cada tipo de transporte. O Brasil tem avançado muito, mas ainda temos um longo caminho para percorrer”, ressalta o gerente da MKS Marksell.

Bloco econômico

Na América Latina como um todo, a logística não é diferente, podendo ser encontradas inúmeras deficiências que elevam os custos de forma substancial e encarecem toda cadeia de distribuição. Mesmo assim, uma comparação do Brasil com os demais países do bloco indica que o Brasil está muito à frente quando se fala no setor e em sua cadeia de distribuição.

Para o gerente de território, essa vantagem só não fica mais evidente por causa do imenso desafio, proporcional à extensão territorial, que o Brasil enfrenta. Por ser muito maior do que os vizinhos, esse tamanho gera problemas muito mais impactantes quando comparado com países economicamente menores.

“Não é exagero traçar um panorama para elevar o Brasil ao mesmo patamar de países europeus, EUA e asiáticos como Coreia do Sul e China. Temos condições e expertise para isso, tanto no mercado interno quanto externo. A MKS Marksell, por exemplo, fechou o ano de 2015 com um crescimento de 300% nas exportações. Hoje, as exportações da empresa representam 15% das vendas, com expectativa de que terminemos 2016 em 30%”, finaliza Resende.

Fonte: Agência IN.

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