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Decisão sobre o aumento de combustíveis deve acontecer hoje.

O reajuste dos preços da gasolina e do diesel deve ser anunciado hoje, após a reunião do conselho de administração da Petrobras, segundo fontes oficiais. O aumento dos preços na bomba deve se situar entre 5% e 6% para a gasolina e em cerca de 10% para o diesel. Nas refinarias seria um pouco maior.
A decisão melhora, mas não resolve o problema de caixa da Petrobras. A discussão sobre uma eventual fórmula de correção de preços dos dois combustíveis, mais automática e com periodicidade pré-definida, prossegue e uma solução desse assunto fica para o próximo ano.
Anteontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a presidente da Petrobras, Graça Foster, se reuniram em Brasília para tratar do assunto. A presidente Dilma Rousseff reuniu-se com Mantega, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. O secretário do Tesouro, Arno Augustin, que participou do encontro, não quis informar o teor das conversas.
Informações do Palácio do Planalto indicaram que a reunião não tratou de aumento da gasolina e do diesel e teria se restringido a um encontro da junta orçamentária para discutir os dados fiscais do fim do ano.
O anúncio da proposta de uma nova fórmula de reajuste, que retiraria as incertezas e a discricionariedade sobre os preços da companhia, criou um desconforto dentro do governo, que já se arrasta há um mês.
A Petrobras tornou pública a discussão que estava sendo feita no conselho de administração sobre a adoção de uma fórmula de correção de preços dos combustíveis, quando anunciou os resultados ruins do terceiro trimestre, com queda de 39% do lucro no terceiro trimestre do ano ante mesmo período de 2012.
Segundo fontes oficiais, essa foi a maneira que a direção da empresa encontrou para preservar a estatal, que precisa recompor seu caixa para sustentar o plano de investimentos previstos para os próximos anos. Além disso, se protegeu de eventuais questionamentos jurídicos de seus acionistas minoritários, já que o reajuste de preços é prerrogativa da diretoria-executiva da estatal.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que é presidente do conselho de administração, não gostou dessa atitude. A avaliação foi de que a presidente e toda a diretoria da Petrobras quiseram forçar a adoção de uma fórmula de reajuste, colocando o governo numa situação desconfortável, com a faca no pescoço.
Num primeiro momento, a estratégia de Graça deu certo. Mas a incerteza em torno da fórmula e o adiamento da reunião do conselho de administração, inicialmente marcada para 22 de novembro, têm levado a quedas na cotação das ações da Petrobras.
Não há intenção do governo de adotar a fórmula imediatamente. Sinal disso é que Mantega teve o apoio da presidente Dilma Rousseff contra a proposta da estatal de usar como referência o preço em dólar como parâmetro para reajustes futuros. O governo teme repasses desses preços para a inflação e a indexação de outros setores da economia.
Desde o início da semana, as ações da Petrobras oscilam fortemente aguardando um posicionamento final sobre a política de reajuste. Na terça-feira, os papéis da petrolífera negociados em bolsa despencaram com a reportagem da “Folha de S. Paulo” informando que a presidente Dilma Rousseff resistia a autorizar a fórmula de reajuste dos combustíveis. No mesmo dia, o ministro da Fazenda, afirmou que uma “metodologia” para eventual reajuste da gasolina precisava ser feita com cautela.
Fonte: Valor Econômico.

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