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Com pedágio, ida e volta na Tamoios pode custar R$ 23.

O governo de São Paulo apresentou ontem a proposta final de concessão da rodovia dos Tamoios, que liga o Vale do Paraíba ao litoral norte, com preço do pedágio que vai representar 63% do cobrado por quilômetro na via Imigrantes. O início da cobrança do pedágio está previsto para 2015.
Mesmo assim, como o trecho concedido da Tamoios será maior, o preço do pedágio ida e volta pode alcançar cerca de R$ 23. Hoje, pela Imigrantes, o valor é de R$ 21,20. O modelo da concessão foi apresentado em audiência pública realizada ontem pela Artesp (agência reguladora dos transportes rodoviários de São Paulo). Porém, a Artesp não apresentou previsão do preço final do pedágio, já que se trata ainda de uma proposta, que pode mudar.
A partir da audiência, a agência vai colher sugestões para lançar o edital de concessão. O governo espera assinar o contrato em 2014. O plano do governo é privatizar a estrada do km 11,5, no entroncamento com a Carvalho Pinto, até o final da serra e ainda mais 33,9 km dos contornos de São Sebastião e Caraguatatuba, que devem estar totalmente concluídos somente em três anos.
Estão previstas três praças de cobrança: no km 12,8, logo após o trevo da Carvalho Pinto, no km 56,4, antes da descida na serra, e uma última na junção com os futuros contornos. O valor dos pedágios será dividido entre as três praças, mas o governo não divulgou se os preços serão iguais em cada ponto de cobrança.
NOVA SERRA
O consórcio que vencer a concorrência terá que construir uma nova pista de descida da serra do Mar, na direção sul, e adaptar o traçado atual para a subida. Ontem, após uma série de revisões, o governo estimou a obra em R$ 2,9 bilhões. Serão cerca de 21,5 km, com uma série de pontes e viadutos, como a Imigrantes. Antes, a estimativa era que a serra ficasse pronta em três anos, mas o prazo foi alterado para cinco anos.
O período de concessão é de 30 anos. A concessionária ficará responsável pela manutenção da estrada. A previsão das áreas técnicas do governo é que a Tamoios deve encerrar o ciclo de concessões rodoviárias nos modelos atuais. Nos próximos anos, o Estado deve avaliar se vai privatizar somente a manutenção. Hoje, o Estado tenta fazer com que haja uma redução das tarifas mais caras, mas já houve suspensão do reajuste de julho, por causa dos protestos.
Fonte: Folha de S Paulo.

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