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Cantareira eleva vazão pela 3ª vez para Campinas evitar racionamento.

 

Na tentativa de evitar o racionamento de água em Campinas (SP), o Sistema Cantareira elevou em um metro cúbico por segundo, pela terceira vez desde fevereiro, a vazão para a bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). Segundo a assessoria da Sanasa, o aumento do fluxo de 3 para 4 metros cúbicos por segundo foi aprovado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), na segunda-feira (4), porque a vazão do Rio Atibaia – responsável por abastecer 95% do município – estava com volume próximo ao índice de segurança que afasta o risco de cortes no fornecimento para a cidade.

De acordo com a empresa responsável pelo abastecimento no município, sempre que a vazão do Rio Atibaia ficar abaixo de 5 metros cúbicos, a Sanasa vai recorrer ao Daee pela liberação de um 1 metro cúbico. Na quarta-feira, o índice era de 4,5 metros cúbicos e, enquanto o valor permanecer igual ou superior a 4, segundo a Sanasa, não haverá a necessidade de racionamento na cidade.

A assessoria da Sanasa explicou que a vazão do rio, que recebe água do Sistema Cantareira, deve aumentar a partir desta quinta-feira. Além disso, lembrou que o pedido para manutenção do índice de segurança para Campinas foi feito pela Prefeitura, ao governo do estado, no início deste ano.

O aumento na vazão foi o teceiro concedido pelo Daee neste ano e ocorreu por causa da escassez de chuvas. As outras liberações de água ocorreram em fevereiro e junho. De acordo com levantamento da Defesa Civil, Campinas registrou 45 dias de chuva, de janeiro a julho, que somaram 416 milímetros de água acumulada. Já no mesmo período do ano passado, a cidade contabilizou 85 dias de chuvas, que geraram volume de 828,9 milímetros.

Conscientização

A Sanasa frisou a necessidade de uso consciente da água pela população. Segundo a autarquia, entre 5 de fevereiro e 5 de agosto, foram registradas 5,2 mil denúncias sobre mau uso do recurso, 2.637 consumidores foram orientados e 79 advertências tiveram de ser aplicadas. Não houve registro de multas até o momento, de acordo com a autarquia, porque a autuação é destinada somente para casos de reincidência e o objetivo dos fiscais é o de “promover conscientização”.

Campinas, de acordo com a autarquia, economizou 20% de água desde que a lei entrou em vigor. Atualmente, a população de 1,1 milhão de habitantes consome diariamente média de 9 milhões de metros cúbicos – o valor é suficiente para abstecer por um dia uma cidade com 360 mil habitantes. Para amenizar a crise hídrica, a Prefeitura anunciou um pacote de ações, em maio, e regulamentou nesta semana o emprego da água de reuso, incluindo a utilização pelo Corpo de Bombeiros.

Multas e racionamento na RMC

O risco de falta de água fez com que Artur Nogueira (SP) decretasse estado de emergência, na quarta-feira. Moradores flagrados durante uso desnecessário receberão multa de R$ 500, e postos de combustíveis estão proibidos de lavar veículos no período de 60 dias. Cidades como Valinhos e Vinhedo, no entanto, já adotaram o esquema de racionamento para evitar desabastecimento.

Fonte: G1.

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