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Caminhoneiros reclamam de cobrança

 

A determinação de pagamento por eixo suspenso nas rodovias estaduais, indo contra a Lei dos Caminhoneiros (13.103/2015) que passou a valer na última sexta-feira (17), desagradou os caminhoneiros que terão de desembolsar valores entre R$ 5,00 e até R$ 11,00 por eixo nas praças de pedágios que cortam as estradas de São Paulo. Somente nas rodovias federais que passam — como a Fernão Dias e a Dutra — o desconto será mantido. Nas demais, os caminhoneiros terão que pagar pedágio mesmo com isenção em vigor para quem transitar com eixo suspenso.

Nas praças de pedágio paulistas, o valor por eixo para veículos comerciais varia conforme o trecho e a concessionária. Na CCR AutoBAn, responsável pelo Sistema Anhanguera-Bandeirantes, por exemplo, no sentido Sul o valor por eixo varia de R$ 5,10 a R$ 7,70 dependendo do trecho. Nas Rodovias das Colinas, os valores por eixo partem de R$ 5,00 e podem chegar a R$ 11,00. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que as tarifas nas rodovias que controla não serão alteradas e que a decisão tem amparo na lei.
Outras medidas

“Desde 2011, o estado de São Paulo vem adotando uma série de medidas que baratearam os custos com pedágio nas rodovias estaduais. Em 2013, por exemplo, o reajuste anual dos pedágios, previsto nos contratos de concessões não foi repassado para os motoristas beneficiando inclusive os caminhoneiros. Em 2014, os reajustes autorizados pela Artesp ficaram abaixo da inflação”, informa nota da agência.

O direito ao desconto por eixo suspenso aliviaria um pouco as despesas do caminhoneiro Vladmir Aparecido Bedilacqua Júnior, de 29 anos. “Teve amigo meu que vendeu o caminhão porque não aguentou pagar pedágios”, diz. Bedilacqua é de Campinas e pegou um frete de 860 quilômetros até Goiânia, com vários pedágios que somarão R$ 320,00. Se fosse descontado o valor do eixo suspenso, o caminhoneiro economizaria R$ 120,00 para outras despesas.

Despesas pesadas

“Até Uberlândia a gente paga pelo eixo”, disse. As despesas para levar uma carga até o destino são literalmente pesadas. Encher o tanque do caminhão com capacidade de 300 litros custa R$ 1,4 mil para ida e volta, somado ao desgaste do veículo, despesas, óleo e pedágio. “Nessa viagem consegui repassar R$ 200,00 no preço do frete. Tem contratante que não paga e a gente nem repassa para não perder o serviço”, reclama. Bedilacqua participou de uma manifestação em Goiânia contra a cobrança por eixo e ficou dois dias parado.

“É errado cobrar pelo eixo suspenso”, diz Sérgio Aguinaldo. Caminhoneiro há 26 anos, ele trabalha para uma transportadora que faz as regiões de Santos, Minas Gerais e Mato Grosso. Aguinaldo lembra que antes o pedágio era mais barato e não se cobrava pelo eixo suspenso, que corresponde à metade dos seis eixos quando o caminhão trafega vazio.

Descendo para Santos com a carga serão cobrados os seis eixos em cinco praças de pedágios. Na volta, terá de pagar pelos mesmos seis eixos, embora três deles estarão suspensos.

Fonte: Da Agência Anhanguera de Notícias | igpauli[email protected]

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