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Caminhoneiros adiam greve, apertam cintos e tentam recuperar caixa

 

Segundo o empresário do setor, Evandro César Salomão, que é filiado à cooperativa Coopersul, com o recente safra do soja a transportar, eles não podem ficar parados.

“Já tivemos uma greve no começo do ano e, com o aperto pelo que passa o setor, decidimos continuar trabalhando e aguardar decisão do Governo Federal sobre a tabela de frete mínimo”, disse Salomão em entrevista esta manhã ao jornal Douradosagora.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, afirmou na quarta-feira, que a tabela de preço mínimo para o frete exigida pelos caminhoneiros é “impraticável” e “inconstitucional”. Prevalece a lei do livre mercado.

Por outro lado, Evandro César Salomão afirma que a queda no preço do frete praticamente inviabiliza o setor. “Há 15 dias, o frete entre Dourados e Porto de Santos era de R$ 150,00 a tonelada de carga. Acrescido ao pedágio somava R$ 170,00. Hoje, o mesmo frete sai por R$ 120,00 que, com o pedágio dá R$ 140,00. Mais dez dias e o frete vai despencar para R$ 100,00”, calcula Evandro César Salomão.

Um caminhão bitrem de sete eixos, segundo ele, para ir daqui a Santos e voltar, consome R$ 1.620,00 só de pedágio. A defasagem é tanta no preço do frete que, juntamente com essa taxa, torna inviável o setor. Salomão também lembra que o ICMS em Mato Grosso do Sul ainda é o mais caro, 17%, enquanto em outros Estados é de R$ 12%.

O diesel também consome a margem de lucro. Hoje o litro do diesel, a R$ 3,10, começa inviabilizar o negócio de transportes de carga no país. “As coisas vão piorar porque, sem o subsídio anunciado pelo Governo Federal, daqui a seis meses, vai ter outra alta e o diesel vai passar de R$ 3,50 o litro”, diz Salomão.

Fonte: douradosagora

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