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Arborização nas vias pode reduzir estresse e melhorar comportamento no trânsito

 

Na capital do país, as grandes rodovias têm um nome diferente das principais pistas de outras grandes cidades. Elas são ‘estradas parque’. O conceito está ligado à presença de arborização nas faixas laterais ou canteiros centrais, formando espécies de corredores verdes.

Segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), órgão responsável por manter a arborização, “além da finalidade estética, contribui para a qualidade ambiental”. O órgão reconhece que, em algumas áreas, isso já está descaracterizado em razão das construções, mas reforça que as equipes priorizam a reposição de espécies arbóreas nesses locais, principalmente com aquelas que são características da região.

O professor doutor do curso de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e pesquisador do Observatório das Cidades da Faculdade de Ciências Integradas do Pontal (Facip-UFU), Carlos Roberto Loboda, confirma que a arborização às margens do sistema viário tem um impacto significativo, mesmo que, muitas vezes, possa passar despercebido.

“O elemento verde é uma necessidade básica para a cidade”, explica. O professor destaca que inúmeros estudos e pesquisas demonstram as vantagens desses elementos, de forma particular para as vias urbanas. “Elas podem contribuir diretamente para a qualidade de vida e influenciam no comportamento das pessoas, inclusive no trânsito”, complementa.

Conforme o especialista, a arborização age diretamente sobre o lado físico. Isso porque “contribui na absorção de ruídos sonoros “estridentes, extenuantes e constantes das nossas cidades, sobretudo dos provenientes do trânsito de veículos”. Além disso, reduzem a poluição e amenizam o calor, filtrando a radiação solar e criando zonas de sombra.

Psicologicamente, diz Loboda, os efeitos também são significativos. Segundo ele, quando o motorista está no trânsito em um ambiente mais arborizado, isso atenua o sentimento de opressão que surge em razão da grande quantidade de edifícios. Além disso, transmite bem estar psicológico, o que resulta em maior tranquilidade.

Arborização das ruas também exige planejamento.

Loboda destaca que, com o crescimento acelerado das cidades, nem sempre há uma preocupação com o plantio de vegetação às margens de rodovias.

Uma das saídas tem sido concentrar a arborização em rotatórias e canteiros centrais de grandes avenidas, mesmo que se transformem em pequenas “ilhas verdes”. Mas lembra que “o problema é que, geralmente, as áreas verdes, assim como os espaços públicos, de forma geral, acabam sendo relegadas ao segundo plano, quando não ao esquecimento”.

Além disso, nem sempre as condições que existem às margens de ruas e rodovias permitem a manutenção da vegetação porque as árvores disputam espaço com outros equipamentos urbanos, como postes, fiação de energia, estruturas subterrâneas.

Por isso, salienta a importância do planejamento, com a destinação de áreas específicas para essa finalidade.
Fonte: CNT.

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