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Aplicativos móveis chegam aos negócios da logística.

Após revolucionar o modo como os táxis são solicitados nas grandes capitais, os aplicativos móveis ganham maior relevância na busca pela eficiência em relação ao trânsito. Apps desenvolvidos especificamente para preencher gargalos logísticos das metrópoles – como agendar um motoboy ou até mesmo encontrar um caminhoneiro próximo e disposto a fazer um frete – começam a ganhar força e importância para a evolução do sistema de transportes brasileiro.

Um exemplo de funcionalidade da tecnologia móvel em serviço da melhoria do trânsito é o Speedyboy. O aplicativo, ainda em fase de testes, com lançamento oficial marcado para o dia 12 de maio, promete usar a geolocalização – com uma funcionalidade similar a dos apps para solicitação de táxi, como o Easy Taxi e o 99Taxis, por exemplo – para encontrar, de maneira prática e rápida, o motoboy mais próximo. Inicialmente, o Speedyboy vai atuar apenas na capital paulista, mas já existem planos de expansão para diversas capitais, como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Recife e Salvador.

Cesar Augusto dos Santos, diretor de operações e co-fundador do Speedyboy, revela que o número de motoboys que já usam smartphones é muito maior do que a expectativa dos fundadores do negócio. “A quantidade de motoboys com smartphones foi uma grande surpresa para nós. Esperávamos que 30% da base possuísse esse tipo de aparelho. No nosso levantamento, chegamos à marca de 82%”. A adesão em massa dos motoboys reflete o atual momento do mercado de smartphones no País. Entre 2011 a 2014, de acordo com dados divulgados pela consultoria IDC, a venda deste tipo de aparelho deve saltar de 8,9 milhões/ano para 48,62 milhões/ano.

Outra empresa que aposta na tecnologia e na adesão em massa de smartphones para se consolidar no mercado de logística é a também recém-criada Rapiddo. Nascido a partir de um aporte de R$ 5 milhões da Movile, companhia especializada em serviços para celulares, o negócio já conta com 140 entregadores – motoboys e bikers – atuando nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A princípio, a plataforma foi desenvolvida apenas no formato desktop, com o aplicativo móvel limitado para ser usado só pelos entregadores, mas a necessidade dos clientes fez a empresa rapidamente mudar seus planos. “Já estamos investindo no desenvolvimento do aplicativo móvel para o consumidor final”, conta Guilherme Bonifácio, um dos sócios da Rapiddo.

Bonifácio acredita que soluções como as desenvolvidas por Speedyboy ou o Rapiddo geram engajamento e fidelidade por parte dos clientes. “Tivemos uma receptividade muito grande dos clientes. O que mais impressionou foi a fidelidade. Depois de fazer o pedido on-line, dificilmente ele muda de plataforma”.

Os caminhoneiros também têm um aplicativo móvel que facilita sua busca por fretes. O SontraCargo, app que une mais de 10 mil caminheiros a quase mil transportadoras, quer aumentar sua base em, pelo menos, 150% até o fim do ano. “Essa é uma perspectiva ponderada. Pelos indicadores, percebemos que vamos aumentar nossa base além deste número”, conta Bruno Torres, diretor de vendas e marketing da Sontra, empresa que desenvolveu o aplicativo.

A plataforma é uma evolução do Sontra Go, aplicativo móvel que usa geolocalização para encontrar o melhor frete para o caminhoneiro. “Esta versão é mais robusta”, diz Torres.

O executivo confia neste mercado e crê numa evolução significativa no número de cargas efetuadas por meio do aplicativo. Hoje temos 8 mil cargas/mês no nosso sistema. Vamos aumentar este número em 150%”, finaliza.
Fonte:  Portal NTC.

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