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80% das indústrias da região têm alta nos custos de produção e inflação segura crescimento do setor em outubro, diz Ciesp

Além do aumento de preços de produtos e serviços, cenário é provocado por fatores como crise hídrica e alta no valor dos combustíveis, avalia o Ciesp Campinas.

As indústrias da região de Campinas (SP) registraram aumento nos custos de matéria-prima, energia, água e transporte no mês de novembro. O balanço, detalhado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) da regional nesta quarta-feira (1º), também demonstra que a inflação desacelerou o crescimento do setor no mês de outubro. Veja detalhes abaixo.

A sondagem feita pelo órgão com 40 empresas revela que 80% das respondentes informaram que registraram aumento nos custos com energia, água e transporte. Os 20% restantes dizem respeito àquelas que responderam que os gastos permaneceram inalterados. Nenhuma relatou diminuição.

Já no âmbito de matéria-prima, peças e componentes, 76% das empresas consultadas informaram que registraram aumento no custo. Outras 12% não registraram mudança e 12% disseram que houve redução.

O vice-diretor do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, avalia que “o preço da matéria-prima sempre cresce, mas subiu acima do esperado” no período avaliado. A explicação para o cenário, na avaliação dele, é a inflação que sofre ascensão em nível mundial.

Inflação também gera outros reflexos

A inflação, ainda conforme Corrêa, também é a explicação para a diminuição do crescimento da indústria na região de Campinas no mês de outubro. Outros fatores também são citados.

“Preço de combustíveis, logística, crise hídrica, questão de inflação, tudo isso gerou uma pequena queda na atividade industrial”, elenca.

A sondagem aponta que o volume de produção diminuiu em novembro em relação ao mês anterior para 20% das empresas que responderam à pesquisa. Para 44% delas permaneceu estável, e para 36% aumentou. O faturamento também diminuiu para 36% das associadas, o que na avaliação de Corrêa confirma a retração apontada pela entidade a partir de outubro.

Apesar do cenário, a sondagem do Ciesp aponta que o empresário do setor industrial se mantém confiante sobre 2022. Sobre as atividades da própria empresa, 8% disseram acreditar que o desempenho será muito melhor no ano que vem; 60% acreditam que será melhor; 32% informaram que esperam o mesmo cenário de 2021.

A respeito do cenário do país, considerando a pandemia e o ano de eleições, 4% informaram que esperam uma economia muito melhor; 64% disseram acreditar que será melhor; 20% projeta que será igual e 12% esperam um cenário pior.

A variante ômicron e a indústria regional

Ainda na avaliação do vice-presidente do Ciesp Campinas, a variante ômicron do novo coronavírus gera preocupação no cenário das indústrias. Corrêa pondera, porém, que o setor já enfrentou impactos provocados por doenças anteriormente.

“É preciso se atentar aos cuidados sanitários, mas o fato é que estes períodos foram enfrentados pela indústria, anteriormente, sem paralisação, já que nós estamos falando de produtos básicos”, diz.

Ciesp Campinas

As empresas associadas ao Ciesp Campinas movimentam, em média, R$ 41,5 bilhões por ano. Do total de 494 empresas, 84 são multinacionais.

Elas estão distribuídas pelos municípios de Amparo (SP), Artur Nogueira (SP), Campinas (SP), Conchal (SP), Estiva Gerbi (SP), Holambra (SP), Hortolândia (SP), Itapira (SP), Jaguariúna (SP), Mogi Guaçu (SP), Mogi Mirim (SP), Paulínia (SP), Pedreira (SP), Santo Antonio de Posse (SP), Serra Negra (SP), Sumaré (SP) e Valinhos (SP).

Os setores de atuação são os de alimentos, bebidas, diversos (itens específicos), elétrico, eletrônico, comunicação, madeira, mecânico, metalúrgico, papel e papelão, prestadores de serviços, produtos de materiais plásticos, produtos minerais não metálicos, químico, têxtil, além de transportes e autopeças.

Fonte: G1 Campinas e Região

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